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Com crise e queda nas viagens, Azul devolve 20 aviões

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A redução da demanda doméstica em razão da recessão instalada no Brasil atingiu o setor aéreo em cheio. A Azul acumulou prejuízo de R$ 267 milhões até setembro do ano passado, valor oito vezes maior que a perda registrada no mesmo período de 2014. Com corte de 7% na oferta de assentos em 2016, a empresa vai devolver 20 dos 140 aviões que compõem a frota. Deste total, 15 vão para a portuguesa TAP.

A devolução das aeronaves foi informada na última segunda (15) aos funcionários por meio de comunicado. Na nota, a empresa oferecia a possibilidade de licença não remunerada de até 24 meses aos tripulantes ( pilotos e comissários). As licenças terão início em abril ou maio.

Assim como as demais empresas aéreas, a Azul tem sido afetada pela alta do dólar, que superou a barreira dos R$ 4. Cerca de 70% dos custos das aéreas são em dólar (combustível, leasing de aviões e manutenção de peças).

Para o consultor e ex-diretor da Azul, Adalberto Febeliano, ouvido pelo jornal, a elevação da moeda americana é um “ambiente tóxico” para as aéreas. “Nos EUA, a queda no preço do petróleo ajuda as companhias, pois reduz os gastos com combustível, aqui, o ganho é neutralizado pela valorização da moeda americana”, afirmou.

Queda na demanda

Além da questão cambial, a redução da demanda doméstica influenciou o cenário. Segundo dados da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), a demanda recuou 4% em janeiro, em comparação com o mesmo mês do ano passado. É o sexto resultado seguido de retração. No acumulado de 12 meses, a procura por viagens no país tem queda de 0,5%, menor patamar desde 2003.

O presidente da Abear, Eduardo Sanovicz, avaliou que a queda na atividade econômica também foi determinante para o recuo no setor, fazendo com que as viagens a negócios caíssem pela metade. “As empresas estavam tentando manter a demanda dos turistas de lazer com promoções, mas essa estratégia tem um limite”, disse.

Informações da Assessoria de Imprensa.

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