PF descobre ligação entre Youssef e Alexandre Padilha

Relatório divulgado pela Polícia Federal nesta quinta-feira (24) indica que o ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha, teria relações com o doleiro Alberto Youssef, preso durante a Operação Lava Jato. A PF acredita que Padilha indicou um ex-assessor para dirigir o laboratório Labogen, que é controlado por Youssef. As informações foram divulgadas pela Folha de S. Paulo.
As investigações que apontam para envolvimento de Padilha com o doleiro preso partiram de uma mensagem enviada pelo deputado licenciado André Vargas (PT-PR), com número e nome de um possível candidato ao cargo vago no Labogen. “Foi o Padilha que indicou”, diz o texto, no que a PF acredita ser uma referência ao ex-ministro, que deixou o cargo no início deste ano para concorrer ao governo de São Paulo. Procurado pela Folha, Padilha negou ter indicado um ex-assessor para o cargo.
Para a polícia, o dono do telefone se chama Marcus Cezar Ferreira de Moura, nomeado em 2011 para ser coordenador de promoção e eventos do Ministério da Saúde. Segundo a Folha, quando a mensagem foi interceptada, o Labogen negociava com a pasta uma parceria para produção de medicamento estratégico para o governo, em negócio que poderia render R$ 31 milhões em cinco anos.
Vargas e Youssef estariam à procura de um executivo para dirigir o laboratório e, segundo o relatório da PF, o escolhido deveria ser alguém que “não levantasse suspeitas das autoridades fiscalizadoras”.
Em nota enviada à Folha, Padilha declarou não ter indicado ninguém para trabalhar no Labogen e afirmou que repudia o envolvimento de seu nome na investigação da PF. O ex-ministro comentou que a busca por um diretor "que não levantasse suspeitas das autoridades fiscalizadoras", conforme relatório da PF, mostra que Youssef estava preocupado com "filtros e mecanismos de controle" que ele criou no ministério, "justamente para evitar ações deste tipo".





















