Mãe fica presa no trânsito e tem filho em congestionamento

Ficar presa no congestionamento de Curitiba quase custou à dona de casa Karen Gisele Real Prado muito mais do que a paciência e o tempo perdido. Na manhã de quarta-feira (9), ela pegou a Avenida Visconde de Guarapuava sentindo fortes contrações. A mulher de 30 anos estava grávida e tentava chegar à maternidade. A bolsa estourou quando ela estava dentro do carro, no meio do trânsito parado. Com as contrações cada vez mais constantes, a mulher entrou em trabalho de parto em pleno congestionamento.
Foi graças a uma enfermeira, que também estava parada no trânsito, que o bebê nasceu com saúde. Fabíola Amorin de Lima realizou o parto e contou à Banda B que nunca vai esquecer da cena que vivenciou. “Chovia muito e o trânsito estava completamente parado. Eu só pensava que ia ser difícil chegar em casa. De repente, uma mulher saiu gritando no meio da rua ‘eu preciso de um médico’. Eu disse que médico não tinha, mas uma enfermeira sim”, disse.
Fabíola desceu do carro e foi até o Fiat Uno onde a mãe estava. “Ela já estava deitada no banco de trás do carro com uma toalha sobre as pernas, pronta para ter a criança. A bolsa já tinha estourado. Eu olhei para aquilo e pensei ‘o bebê vai nascer aqui e agora, nas minhas mãos’”, completou.
Em seguida, ela começou a orientar a mãe. “Eu falei para ela que, na próxima contração, a criança ia nascer e que, para isso, ela precisava fazer bastante força. Graças a Deus, deu tudo certo”, afirmou. Foi assim que o pequeno Cauê chegou ao mundo, com 3 kg.
A enfermeira, então, segurou o cordão umbilical para estancá-lo até a ambulância chegar. A mãe e o bebê foram encaminhados para a Maternidade Victor Ferreira do Amaral. “Eu nunca tinha feito um parto na minha vida. Mas esse que eu fiz, pode ter certeza, eu vou guardar para sempre”, concluiu.
De acordo com a tia de Cauê, Ana Carolina Rocha, o menino chegou em casa na tarde desta sexta-feira (11) e está bem. “Se não fosse a Fabíola, eu não sei nem se ele estaria aqui vivo. Nós agradecemos muito por tudo ter ocorrido bem”, disse ela.
Para ela, essa é a história de como, em meio ao caos e ao estresse urbano, a vida pode surgir de uma maneira mágica e inesperada. Porque muitos reclamaram daquele carro parado, atrapalhando o trânsito, sem saber o que na verdade acontecia.





















