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Laudo do IML confirma que Tayná não sofreu violência sexual

Imagem ilustrativa da imagem Laudo do IML confirma que Tayná não sofreu violência sexual
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Gabriel Sartini

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Laudo do Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba confirma que Tayná Adriane da Silva, de 14 anos, não sofreu violência sexual antes de ser assassinada. A perícia inicial havia constatado que não houve estupro, mas o advogado da família pediu a exumação do corpo para que um novo laudo fosse realizado. As informações foram publicadas na edição de hoje do jornal Gazeta do Povo. O corpo de Tayná foi encontrado no dia 28 de junho do ano passado na cidade de Colombo, na região metropolitana de Curitiba.

O resultado da necropsia não foi confirmado pela Secretaria de Segurança Pública do Paraná, e o promotor responsável pelo pedido do novo exame não foi encontrado pela reportagem. A família da vítima pediu a exumação do corpo para que fossem procuradas lesões ósseas ou outras provas de que a menina teria sofrido algum tipo de violência sexual.

O laudo emitido em agosto do ano passado revoltou a família ao apontar que a menina não foi estuprada. Mas o documento não entrava em hipóteses como a relação forçada sob ameaça – que não deixaria sinais de agressão pelo corpo – ou ato consensual antes do crime.

Funcionários do IML ouvidos pela reportagem apontam falhas na investigação da polícia. “A garota não foi estuprada e isso ficou claro antes mesmo dos exames. O problema foi que a polícia, desde o princípio, não investigou o caso como ele deveria: um sequestro seguido de morte e não um estupro. Ela ficou dois dias desaparecida antes de ser morta e isso não foi investigado”.

O inquérito que trata da morte de Tayná foi prorrogado pela sexta vez no último dia 26. Foram quatro delegados responsáveis pelas investigações, sendo que Cristiano Quintas preside o inquérito desde setembro do ano passado. As reviravoltas do caso ajudaram a derrubar o delegado-geral da Polícia Civil, Marcus Vinicius Michelotto.

O corpo da garota foi encontrado ao lado de um parque de diversões. Quatro funcionários do local foram presos acusados de envolvimento na morte de Tayná. Dias depois, outros 11 suspeitos, na maioria policiais, foram presos acusados de torturarem os quatro rapazes para que eles confessassem o crime. Os funcionários do parque foram soltos após alguns dias porque o sêmen encontrado no corpo da vítima não era compatível com nenhum deles. Todos entraram no programa de proteção a testemunhas.

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