PMs acusados de tortura são afastados das funções

Cinco policiais militares investigados pela suposta prática de tortura foram afastados de suas funções. O afastamento foi determinado pela 8ª Vara Criminal de Curitiba, na sexta-feira (4 de abril), em resposta ao pedido feito pelos promotores que atuam no Núcleo Regional de Curitiba do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). A medida estabelece também a proibição de contato dos policiais e com vítimas e testemunhas do caso, para evitar coação e constrangimento.
Segundo a denúncia do Gaeco, em 1º de fevereiro deste ano, os cinco policiais foram chamados para atender uma ocorrência de tentativa de assalto contra um restaurante do bairro Sítio Cercado, na capital. Ao suspeitarem de um grupo de jovens que ingressaram no interior de uma residência, os policiais os seguiram e renderam as vítimas, sendo que duas delas teriam sido torturadas, com o intuito de que entregassem um revólver à polícia. Após permanecerem cerca de duas horas dentro da casa, os PMs apreenderam duas munições e pequena quantidade de entorpecente. Na sequência, conduziram as vítimas à sede da 4ª Companhia da Polícia Militar do Paraná.
O caso foi encaminhado ao Gaeco, que ofereceu denúncia contra os policiais. A investigação também apontou que os policiais teriam subtraído do interior da residência um aparelho celular e cerca de R$ 1 mil, pertencentes às vítimas.





















