MPF denuncia 21 envolvidos na Operação Mirante da Campina

O Ministério Público Federal (MPF) do Paraná ofereceu denúncia, no dia 26 de março, contra 21 pessoas pertencentes a uma quadrilha especializada no roubo a caminhões de carga. Na maioria dos casos, os alvos eram caminhões dos Correios com encomendas do serviço Sedex. A organização criminosa atuava em um trecho da rodovia BR-116, no município de Campina Grande do Sul, no Paraná.
A denúncia do MPF baseou-se em investigações realizadas pela Polícia Federal e pela Polícia Rodoviária Federal, que foram iniciadas em 2013 e culminaram na deflagração da Operação Mirante da Campina, em fevereiro de 2014. Os envolvidos nos crimes são, em sua maioria, jovens com idade média de 20 anos que residiam nas proximidades dos locais onde os crimes eram praticados.
A quadrilha atuava basicamente de duas formas. A primeira era através de saques de mercadorias de veículos envolvidos em acidentes na rodovia. Através de uma rápida comunicação, a quadrilha conseguia saquear o máximo de mercadorias antes da chegada das autoridades. Na outra linha de atuação, a quadrilha abordava caminhões dos Correios e outros veículos de carga em grupos de 4 a 8 pessoas e praticavam os roubos utilizando armas de fogo e veículos de passeio.
Estes veículos utilizados na abordagem dos caminhões normalmente eram roubados nas proximidades do Hospital Angelina Caron, local de trabalho de um dos denunciados pelo MPF. O grupo acompanhava a movimentação da Polícia ao longo da rodovia de um mirante instalado em uma Araucária no alto de uma colina. Com este monitoramento da atividade policial, a quadrilha se comunicava através do aplicativo ‘WhatsApp’ para efetuar a abordagem aos caminhões no momento mais oportuno e conveniente.
As abordagens eram realizadas com caminhões estacionados ou em movimento. Quando as vítimas estavam repousando em postos de gasolina, eram surpreendidas violentamente com armas de fogo. Nos casos em que os caminhões estavam em movimento, os criminosos utilizavam os carros roubados para forçar a sua parada, inclusive com a realização de disparos de arma de fogo contra o veículo e uso de lanterna para prejudicar a visão dos motoristas.
Após serem rendidas, as vítimas eram forçadas a dirigir até estradas de terra à beira da rodovia. O motorista era mantido sob a mira de armas de fogo durante a transferência dos objetos para outro veículo de carga. Terminada a atuação nos roubos, a quadrilha escondia a carga extraviada nas residências de diversos moradores da região, os quais também contribuíam com a comunicação dos movimentos policiais e davam suporte à fuga e abrigo aos envolvidos. Por fim, as mercadorias roubadas eram vendidas por diversas pessoas envolvidas diretamente nos roubos ou por aqueles que davam suporte ao esquema.





















