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Laboratório seleciona testes alternativos ao uso de animais

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Gabriel Sartini

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O Laboratório Nacional de Biociências (LNBio) recebe até sexta-feira (28) propostas de teste in silico para medicamentos e cosméticos. Esses procedimentos computacionais são uma alternativa ou complemento ao uso de animais em laboratório, pois excluem do processo de pesquisa moléculas pouco viáveis no desenvolvimento de determinado fármaco. Assim, quanto mais substâncias foram testadas in silico menos experimentos em animais serão necessários.

A alternativa também reduz o tempo e os investimentos para criação de produtos, pois é feita a partir de um banco de dados mundial sobre estruturas químicas. Os métodos aplicados nos testes in silico preveem atividades biológicas, efeitos tóxicos, biodisponibilidade por via oral e possíveis interações moleculares.

O LNBio dedica-se à pesquisa e inovação nas áreas de biotecnologia e à descoberta e desenvolvimento de fármacos. Empresas, universidades e instituições de ciência e tecnologia públicas ou privadas que estão estudando alguma substância podem participar da seleção. Dez propostas de ensaio serão selecionadas para testes bancados pelo LNBio, por meio da Rede de Métodos Alternativos (Renama), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, da qual o laboratório faz parte.

O gerente de Desenvolvimento de Fármacos do LNBio, Eduardo Pagani, explica que os testes in silico não eliminam a necessidade da experimentação animal, apenas reduz o número de substâncias a serem testadas in vivo. “Atendemos às normas nacionais e internacionais. Podemos fazer os testes in vitro, em tecidos, in silico, com as simulações por computador. [isso] é o que existe de alternativa, mas acabar com a experimentação animal acho improvável.”

A obrigatoriedade dos testes in vivo começou na década de 1960, após um acidente com a substância talidomida. O medicamento foi lançado na Alemanha e vendido no mundo todo com a indicação de combater o enjoo em grávidas. Na época, milhares de mães que usaram o medicamento tiveram filhos com deformações. "O caso gerou uma comoção geral e reuniões de decisões que resultaram em um conjunto de normas que exige o uso de animais. Não é opção, é exigência, para garantir a segurança do ser humano. Por outro lado, hoje temos pressões, legítimas, para que se elimine os testes em animais, e aí surgem os métodos alternativos”, explicou ele.

Informações da Agência Brasil.

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