Temporais provocam estragos no Paraná e deixam 379 mil imóveis sem energia
Chuvas fortes, granizo e rajadas de vento de quase 100 km/h atingiram diferentes regiões do estado neste sábado (7); Curitiba registrou cerca de 300 ocorrências.

As tempestades que atingiram o Paraná neste sábado (7) provocaram estragos em diferentes regiões do estado. Quedas de árvores, destelhamentos, alagamentos e danos em estruturas foram registrados, enquanto centenas de milhares de imóveis ficaram sem energia elétrica. Os temporais foram acompanhados por raios, possibilidade de granizo e rajadas de vento próximas de 100 km/h.
Conforme balanço divulgado pela Companhia Paranaense de Energia (Copel) às 16h27, aproximadamente 379 mil unidades consumidoras estavam sem energia elétrica no Paraná. O pico de desligamentos ocorreu às 13h38, quando 381,3 mil imóveis ficaram simultaneamente sem fornecimento.
A Região Leste, que inclui Curitiba e o Litoral, concentrava a maior parte dos casos, com aproximadamente 213,3 mil unidades consumidoras afetadas. Na região Centro-Sul, eram 93,1 mil imóveis sem energia. Equipes da companhia foram mobilizadas para trabalhar no restabelecimento do serviço.
Curitiba registra cerca de 300 ocorrências
A capital paranaense foi uma das cidades mais atingidas pelo temporal. Segundo a Prefeitura de Curitiba, foram contabilizadas aproximadamente 300 ocorrências envolvendo quedas de árvores e galhos.
As rajadas de vento chegaram a 72,72 km/h na estação meteorológica do bairro Boa Vista. No Caximba, foram registrados 14,7 milímetros de chuva em menos de uma hora.
Árvores caíram sobre veículos e imóveis, bloquearam ruas e provocaram danos à rede elétrica. A tempestade também atingiu equipamentos públicos e estruturas do transporte coletivo.
A Unidade de Saúde Oswaldo Cruz, na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), teve parte do telhado e da fachada danificada. Os terminais do Tatuquara e do Hauer também foram afetados.
A Prefeitura mobilizou equipes de diferentes secretarias para remover árvores e galhos, organizar o trânsito e atender os locais atingidos.
Ponta Grossa também é atingida
Em Ponta Grossa, o temporal passou pela cidade durante a tarde, em meio a um alerta vermelho emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O aviso, válido das 11h45 às 23h59 deste sábado, classificou a situação como de “grande perigo”.
A previsão indicava possibilidade de chuva superior a 60 milímetros por hora ou acima de 100 milímetros no acumulado diário, além de ventos superiores a 100 km/h e eventual queda de granizo.
Na região Centro-Sul, que inclui os Campos Gerais, a Copel contabilizava 93,1 mil unidades consumidoras sem energia elétrica. A companhia, porém, não havia divulgado quantos desligamentos ocorreram especificamente em Ponta Grossa.

Região Metropolitana registra queda de árvores e danos
Os efeitos das tempestades também foram registrados em municípios da Região Metropolitana de Curitiba.
Em Pinhais, o muro de um condomínio desabou em decorrência das fortes chuvas. Em São José dos Pinhais, uma mulher foi atingida por uma árvore e encaminhada ao hospital.
Na capital, os bairros Centro, Batel, Mercês, Bigorrilho, Vista Alegre e Jardim das Américas estiveram entre os locais afetados. No entorno do estádio Couto Pereira, no Alto da Glória, banheiros químicos instalados para uma corrida programada para domingo (8) foram arrastados pela força dos ventos.
No Aeroporto do Bacacheri, em Curitiba, as rajadas chegaram a 86,8 km/h. Já no Aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais, foram registrados 72 km/h.
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Apucarana registra alagamentos e destelhamentos
No Norte do Paraná, Apucarana também enfrentou problemas provocados pela chuva intensa.
Informações preliminares da Defesa Civil apontaram alagamentos em diferentes bairros, quedas de árvores e postes, interrupções no fornecimento de energia elétrica e pelo menos dois destelhamentos.
Na região do Jardim Interlagos, moradores registraram ruas alagadas. Na Vila Regina, uma árvore de grande porte caiu sobre um poste e provocou a interrupção da energia elétrica.
Segundo o coordenador da Defesa Civil de Apucarana, Rodrigo Leme, até as 15h deste sábado foram registrados dois pedidos de lonas para atender imóveis destelhados. O levantamento das ocorrências ainda estava em andamento.
Ventos passam de 90 km/h em cidades do Paraná
Dados do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) mostram a intensidade dos temporais em diferentes regiões do estado.
Até as 13h15, a maior rajada de vento havia sido registrada em Santa Maria do Oeste, no Centro-Sul, com 90,7 km/h. Outros municípios também tiveram ventos expressivos:
Laranjeiras do Sul: 80,3 km/h;
Guarapuava: 75,6 km/h;
Maringá: 75,2 km/h;
General Carneiro: 74,5 km/h;
Distrito de Horizonte, em Palmas: 70,9 km/h;
Cascavel: 62,3 km/h.
Em relação ao volume de chuva, General Carneiro registrou 61,2 milímetros até as 13h30, o maior acumulado entre os municípios destacados no levantamento. No distrito de Horizonte, em Palmas, foram 47,2 milímetros, enquanto Planalto contabilizou 40,4 milímetros.
No Oeste e Sudoeste, Foz do Iguaçu registrou 34,4 milímetros, Capanema teve 33 milímetros e Nova Prata do Iguaçu acumulou 29,4 milímetros.
Frente fria mantém estado em alerta
As tempestades estão associadas ao avanço de uma frente fria continental pelo Paraná. Conforme o Simepar, o sistema provoca instabilidades, pancadas de chuva, descargas elétricas, ventos moderados a fortes e possibilidade de granizo.
O risco de temporais foi classificado como alto em praticamente todo o estado, com risco muito alto em áreas do Sudoeste e do Oeste.
As autoridades orientam a população a evitar permanecer próxima de árvores durante as tempestades, não estacionar veículos perto de estruturas que possam cair e manter distância de fios e postes danificados.
Em situações de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 e o Corpo de Bombeiros pelo 193.
Resumo
Cerca de 379 mil unidades consumidoras estavam sem energia elétrica no Paraná, segundo balanço da Copel.
Curitiba registrou aproximadamente 300 ocorrências de quedas de árvores e galhos; Ponta Grossa e outras cidades também foram atingidas.
Rajadas chegaram a 90,7 km/h em Santa Maria do Oeste, e a previsão indicava risco de novos temporais.



