Ministério Público acompanha atendimento às vítimas de temporais e cobra prevenção no Paraná | aRede
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Ministério Público acompanha atendimento às vítimas de temporais e cobra prevenção no Paraná

Trabalho inclui assistência emergencial e preparação dos municípios para novos eventos climáticos

O trabalho é desenvolvido pelo Grupo Especial de Atuação e Prevenção em Desastres Socioambientais e Mudanças Climáticas (Gepclima), em conjunto com as Promotorias de Justiça.
O trabalho é desenvolvido pelo Grupo Especial de Atuação e Prevenção em Desastres Socioambientais e Mudanças Climáticas (Gepclima), em conjunto com as Promotorias de Justiça. -

Publicado por João Bobato

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O Ministério Público do Paraná (MPPR) acompanha as medidas de atendimento às vítimas dos temporais e tornados registrados no estado nos últimos dias. A atuação envolve a articulação com órgãos públicos para garantir assistência à população, recuperar serviços essenciais e fortalecer ações de prevenção a novos desastres climáticos.

O trabalho é desenvolvido pelo Grupo Especial de Atuação e Prevenção em Desastres Socioambientais e Mudanças Climáticas (Gepclima), em conjunto com as Promotorias de Justiça. As iniciativas incluem medidas emergenciais nas regiões atingidas e planejamento para enfrentar futuros episódios de eventos extremos.

Maringá concentra ações após passagem de tornado

Em Maringá, uma das cidades mais atingidas pelo tornado registrado na madrugada de 2 de novembro, o MPPR participou do Gabinete de Gestão de Crise organizado pela Prefeitura ainda durante o feriado.

Instalada em uma unidade do Corpo de Bombeiros, a estrutura passou a funcionar de forma ininterrupta para coordenar as ações de resposta à emergência.

O Ministério Público manteve contato com representantes da administração municipal, da Procuradoria-Geral do Município e do Corpo de Bombeiros para acompanhar as medidas de assistência e recuperação.

Entre as prioridades estão a retomada do fornecimento de energia elétrica, dos serviços de comunicação e o atendimento às pessoas afetadas. Reuniões diárias também foram estabelecidas para avaliar o andamento das providências.

A atuação preventiva na região começou antes do tornado. Em julho deste ano, o Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema) de Maringá iniciou um procedimento para acompanhar a implementação do programa “Municípios pelo Clima: compromisso para o enfrentamento dos desastres climáticos”.

A iniciativa busca auxiliar as administrações municipais na estruturação das coordenadorias de Proteção e Defesa Civil e na criação de políticas de governança climática.

Pitanga e Norte Pioneiro também recebem acompanhamento

Em Pitanga, as chuvas provocaram enchentes e danos estruturais, além de exigir medidas emergenciais, como a transferência temporária de detentas e de crianças em situação de acolhimento.

Nesta quinta-feira (5), o Gepclima se reuniu com Promotores de Justiça da região para discutir as providências necessárias diante dos estragos.

Entre os encaminhamentos está a centralização das medidas relacionadas ao desastre em um único procedimento administrativo compartilhado. Também foi definido o uso do Protocolo de Atuação em Emergências Climáticas do grupo como referência para organizar as ações.

No Norte Pioneiro, o Gaema acompanha os impactos das chuvas registradas na madrugada de 5 de novembro. Nas próximas semanas, serão realizadas reuniões com as coordenadorias de Defesa Civil dos 40 municípios da região.

O objetivo é identificar os principais danos, levantar necessidades urgentes e organizar estratégias de resposta, prevenção e socorro.

MPPR prepara municípios para novos eventos extremos

Além do atendimento às cidades atingidas, o Ministério Público mantém ações permanentes para ampliar a capacidade de prevenção e resposta a desastres socioambientais.

Uma das preocupações envolve o fenômeno El Niño, cujo ciclo de 2026/2027 tem previsão de intensificação durante a primavera e o verão. O cenário aumenta a atenção para possíveis episódios de chuvas intensas, inundações, alagamentos, enxurradas, vendavais e deslizamentos de terra.

Entre as ferramentas desenvolvidas pelo MPPR está o Painel Estadual de Emergência Climática e Capacidade Municipal. A plataforma reúne indicadores de vulnerabilidade física e social das cidades e informações sobre a estrutura de resposta das Defesas Civis.

Com os dados, é possível identificar municípios mais expostos aos riscos climáticos e que possuem menor capacidade para enfrentar situações de emergência.

O Gepclima também trabalha na finalização de um Protocolo de Atuação em Emergências Climáticas, que deverá orientar os integrantes do Ministério Público sobre os procedimentos antes, durante e depois de desastres.

Atenção a idosos e pessoas com deficiência

Outra frente de atuação busca proteger idosos e pessoas com deficiência que vivem em áreas de risco.

Em Curitiba, Promotorias de Justiça especializadas articulam a elaboração de Planos Operacionais de Contingência e Evacuação, com atenção especial às Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs).

A proposta prevê a organização de fluxos de atendimento, locais de acolhimento e estratégias de apoio em situações como inundações e destelhamentos. A medida considera as necessidades de pessoas com mobilidade reduzida ou que dependem de cuidados específicos.

Na capital, também foi criado um Sistema de Comando de Incidentes voltado à prevenção e ao atendimento de emergências climáticas. O grupo reúne diferentes setores do MPPR e prevê o monitoramento de áreas de risco, a fiscalização de abrigos e a articulação com órgãos públicos.

Ministério Público disponibiliza orientações às vítimas

O MPPR mantém uma página com orientações para pessoas atingidas por desastres naturais relacionados a eventos climáticos extremos.

O material explica quais órgãos são responsáveis pelo atendimento imediato, incluindo o fornecimento de abrigo e alimentação e a limpeza de ruas e estradas.

Também apresenta orientações para solicitar medidas de recuperação da infraestrutura, além de informações sobre a atuação do Ministério Público e os canais para encaminhar solicitações e denúncias.

Com informações do Ministério Público do Paraná (MPPR).

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