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Volkswagen tem prejuízo de R$ 35 bilhões em meio à crise no setor e à concorrência chinesa

Montadora alemã foi afetada por baixa contábil ligada à Porsche e enfrenta pressão de rivais chineses, tarifas e custos elevados com veículos elétricos

A receita de vendas da empresa recuou 6% no período, totalizando US$ 87,1 bilhões
A receita de vendas da empresa recuou 6% no período, totalizando US$ 87,1 bilhões -

Da Redação

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A Volkswagen registrou prejuízo operacional de US$ 6,59 bilhões no terceiro trimestre de 2026, o pior resultado em mais de uma década. A montadora alemã enfrenta dificuldades para manter sua competitividade em mercados estratégicos, como China e Europa, e prepara uma ampla reestruturação que prevê o corte de até 100 mil empregos em todo o grupo.

O resultado financeiro foi pressionado por despesas extraordinárias de aproximadamente US$ 8,9 bilhões, relacionadas principalmente a uma baixa contábil no valor da participação da Volkswagen na Porsche.

Além do prejuízo, a receita de vendas da empresa recuou 6% no período, totalizando US$ 87,1 bilhões. Após a divulgação dos resultados, as ações da montadora registravam queda de 2%.

Volkswagen enfrenta dificuldades na China e na Europa

A montadora alemã enfrenta uma concorrência cada vez maior na China, onde fabricantes locais avançam no mercado e disputam consumidores com marcas tradicionais.

Na Europa, o cenário também exige investimentos elevados. A Volkswagen precisa ampliar sua presença no segmento de veículos elétricos, enquanto enfrenta a entrada de fabricantes chineses na região e custos bilionários relacionados a tarifas comerciais.

A combinação de despesas, concorrência e dificuldades comerciais levou a empresa a acelerar o processo de reorganização das operações.

Montadora planeja cortar 100 mil empregos

O presidente-executivo da Volkswagen, Oliver Blume, pretende reduzir em até 100 mil o número de postos de trabalho em todo o grupo, que reúne marcas como Audi e Porsche.

O plano de reestruturação também prevê possíveis fechamentos de até quatro fábricas na Alemanha.

As propostas enfrentam resistência dos sindicatos, que se opõem às medidas e consideram a possibilidade de greves a partir do início de 2027.

Executivo cobra mudanças rápidas na Volkswagen

Em declaração divulgada em vídeo, o diretor financeiro da montadora, Arno Antlitz, afirmou que os resultados acumulados nos primeiros nove meses de 2026 demonstram a necessidade de acelerar as mudanças na companhia.

“Não podemos nos dar ao luxo de perder tempo. Precisamos agir com rapidez e determinação”, disse.

Antlitz também destacou que a margem operacional da Volkswagen ficou em apenas 3,8% nos nove primeiros meses do ano, mesmo antes da contabilização das despesas extraordinárias. “Isso não é suficiente a longo prazo”, afirmou.

Em setembro, a empresa já havia antecipado custos extraordinários de aproximadamente US$ 11,2 bilhões e revisado para baixo sua previsão de margem de lucro para 2026. Com a atualização, a montadora passou a projetar uma margem máxima de apenas 1%.

O desempenho reforça os desafios enfrentados pela Volkswagen para recuperar a rentabilidade e manter sua posição no mercado automotivo global em meio à transformação da indústria e ao avanço da concorrência chinesa.

RESUMO

- Prejuízo bilionário: Volkswagen registrou prejuízo operacional de US$ 6,59 bilhões no terceiro trimestre de 2026, o pior resultado em mais de dez anos.

- Reestruturação: Montadora planeja cortar 100 mil empregos e pode fechar até quatro fábricas na Alemanha.

- Crise no setor: Concorrência chinesa, tarifas comerciais e custos com veículos elétricos pressionam os resultados da empresa.

CONTEÚDO DE MARCA

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