Presidente do Paraguai pede 72 horas para defesa em impeachment | aRede
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Presidente do Paraguai pede 72 horas para defesa em impeachment

Parlamentares analisam pedido de ampliação do prazo para defesa do presidente, acusado em meio à crise provocada pelo colapso do Ueno Bank.

Presidente do Paraguai, Santiago Peña enfrenta processo de impeachment em meio à crise provocada pelo fechamento do Ueno Bank.
Presidente do Paraguai, Santiago Peña enfrenta processo de impeachment em meio à crise provocada pelo fechamento do Ueno Bank. -

Michele Garcia

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O Senado do Paraguai retomou, na manhã desta sexta-feira (6), as discussões sobre o processo de impeachment do presidente Santiago Peña. Os parlamentares analisam o pedido do chefe do Executivo para ampliar de 12 para 72 horas o prazo para apresentar sua defesa.

A sessão ocorre em meio a uma crise política e financeira provocada pelo fechamento do Ueno Bank, instituição que deixou cerca de três milhões de clientes sem acesso às contas e aos recursos depositados.

Peña solicitou mais tempo para preparar sua manifestação. Segundo o presidente, a notificação do processo foi recebida às 22h15 de quinta-feira (5), acompanhada de uma acusação de 15 páginas e aproximadamente 300 páginas de anexos. Ele argumenta que o período inferior a 12 horas seria insuficiente para organizar a defesa.

O processo de impeachment avançou após a Câmara dos Deputados aprovar por unanimidade a acusação contra o presidente. A votação ocorreu na quinta-feira (5), com 78 votos favoráveis.

Crise bancária motivou processo

A crise que envolve o governo paraguaio começou após a intervenção do Banco Central no Ueno Bank, que teve as atividades suspensas depois da identificação de problemas nos índices de solvência.

A instituição administrava aproximadamente US$ 850 milhões em recursos públicos e atendia cerca de três milhões de clientes. A situação provocou questionamentos sobre a gestão do banco e possíveis irregularidades envolvendo recursos financeiros.

A oposição acusa Peña de conflito de interesses e de possíveis irregularidades relacionadas à instituição. O presidente foi acionista do Grupo Vázquez, controlador do banco, até março de 2025. O Ministério Público também abriu uma investigação sobre o caso.

Renúncia de Peña não foi analisada

Na quinta-feira (5), Santiago Peña anunciou que deixaria a Presidência do Paraguai. Entretanto, o Congresso não conseguiu concluir a análise do pedido de renúncia por falta de quórum, mantendo o presidente formalmente no cargo.

Com o avanço do impeachment, o Senado passou a conduzir o julgamento político. Para aprovar o afastamento definitivo do presidente, são necessários pelo menos 30 votos favoráveis entre os 45 senadores.

A decisão sobre a ampliação do prazo para a defesa é uma das etapas do procedimento que pode definir a permanência de Peña no comando do país.

Resumo

Senado analisa pedido de Santiago Peña para ampliar de 12 para 72 horas o prazo de defesa.

Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade a abertura do impeachment.

Crise do Ueno Bank afetou cerca de três milhões de clientes e desencadeou a crise política.

CONTEÚDO DE MARCA

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