Google desmantela rede que infectou mais de 1,3 milhão de aparelhos
Brasil é o segundo país com mais dispositivos afetados por malware instalado, principalmente em TV boxes com Android, segundo levantamento da Trend Micro

Uma operação liderada pelo Google, em parceria com empresas de tecnologia, desmantelou uma rede que controlava mais de 1,3 milhão de dispositivos em 170 países sem o conhecimento dos proprietários. O Brasil aparece em segundo lugar entre os países com mais aparelhos afetados, atrás apenas da Malásia, conforme dados da empresa de cibersegurança Trend Micro.
O malware, identificado como XCPE, era instalado principalmente em TV boxes com sistema Android ainda durante a fabricação dos equipamentos. Segundo o Google, a fabricante chinesa Videostrong inseria intencionalmente o código malicioso e comercializava o acesso aos dispositivos para criminosos.
Os aparelhos infectados eram utilizados para simular visualizações de anúncios e gerar receitas publicitárias fraudulentas. Além de TV boxes, o código também foi encontrado em equipamentos de telemedicina, máquinas de karaokê e dispositivos de sinalização digital.
De acordo com o Google, a fabricante escondia o malware durante os testes de compatibilidade e segurança e ativava o programa malicioso após a primeira inicialização dos aparelhos.
Após identificar a operação, o Google rompeu relações com a Videostrong, proibiu a empresa de fabricar dispositivos Android certificados e modificou seus processos de revisão de segurança.
No Brasil, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) alertou que equipamentos sem homologação representam riscos à infraestrutura cibernética e às redes de telecomunicações do país.
RESUMO:
Uma operação do Google identificou uma rede de malware que controlava mais de 1,3 milhão de aparelhos em 170 países. O Brasil ocupa o segundo lugar no número de dispositivos afetados, atrás apenas da Malásia. O programa malicioso era instalado principalmente em TV boxes com Android e utilizado para simular visualizações de anúncios. A fabricante chinesa Videostrong foi apontada como responsável pela instalação do código nos equipamentos.



