Crianças mortas pela mãe são sepultadas no PR; mulher segue presa em local não revelado | aRede
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Crianças mortas pela mãe são sepultadas no PR; mulher segue presa em local não revelado

Os pequenos João Miguel Andrade, de 5 anos, e Heloíse Emanuelly Andrade, de 1 ano e 4 meses foram sepultados em cerimônia reservada

Os pequenos João Miguel Andrade, de 5 anos, e Heloíse Emanuelly Andrade, de 1 ano e 4 meses foram sepultados em cerimônia reservada
Os pequenos João Miguel Andrade, de 5 anos, e Heloíse Emanuelly Andrade, de 1 ano e 4 meses foram sepultados em cerimônia reservada -

Publicado por André Ribeiro

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Os irmãos João Miguel Andrade, de 5 anos, e Heloíse Emanuelly Andrade, de 1 ano e 4 meses, mortos pela própria mãe, foram sepultados na manhã desta quinta-feira (05) no Cemitério Municipal de Itambaracá, no Norte Pioneiro do Paraná. A família optou por não realizar velório. Os corpos foram encaminhados diretamente para o sepultamento, realizado às 11h, em uma cerimônia reservada. A mãe das crianças, Franciele Grawleta, de 27 anos, confessou o crime e permanece presa em local não revelado pelas autoridades.

De acordo com a Polícia Civil, as crianças foram mortas por asfixia dentro da residência onde a família morava, em Arapongas, na Região Metropolitana de Londrina. Depois do crime, Franciele colocou os corpos no banco traseiro de um Hyundai HB20 vermelho e dirigiu por cerca de 149 quilômetros em um trajeto de aproximadamente duas horas, até as margens do Rio das Cinzas, na PR-436, entre Itambaracá e Bandeirantes. O veículo foi abandonado próximo à ponte, e os corpos foram encontrados na manhã de quarta-feira (04).

A mulher relatou aos policiais que usou as próprias mãos para sufocar os filhos e que agiu por desespero e falta de suporte familiar. Em um áudio enviado a um familiar antes de ser localizada, ela pediu que alguém fosse socorrer as crianças. “Eu deixei o carro aberto porque, sei lá, nem sabia se eu fechava, se eu não fechava, o que eu fazia. Então eu deixei aberto. Tá bom? Aí você manda alguém vir. Vem socorrer eles aqui”, disse.

Após abandonar o veículo, Franciele pulou da ponte para tentar tirar a própria vida, mas conseguiu se segurar em galhos e sobreviveu. Ela foi encontrada horas depois, escondida em uma propriedade rural nas proximidades de um pesque-pague, a cerca de três quilômetros do local onde o carro havia sido deixado.

A investigação, conduzida pelo delegado Denner Roque, ainda apura a motivação do crime. Uma das principais linhas é a disputa judicial pela guarda dos filhos entre Franciele e o pai das crianças, que mora em Itambaracá. A mulher teria relacionado o crime a conflitos com o ex-companheiro, mas a polícia ainda não confirmou oficialmente que a disputa tenha sido o motivo dos homicídios. Em depoimento, ela afirmou que cometeu o crime para “proteger os filhos”.

Franciele foi presa em flagrante em Itambaracá e encaminhada inicialmente à Delegacia de Polícia Civil de Andirá, onde passou pelos procedimentos de polícia judiciária. Por questões de segurança e seguindo protocolo do Departamento de Polícia Penal do Paraná (Deppen) para presas provisórias em crimes de grande repercussão, o local exato da transferência para uma penitenciária feminina não é divulgado.

A defesa da suspeita informou que ela colabora com as autoridades e que as alegações serão esclarecidas no processo legal. Leia a nota:

"A assessoria jurídica da acusada, FRANCIELE GAWLETA, vem, diante dos noticiários veiculados pela imprensa, esclarecer que os acontecimentos estão sendo apurados no devido processo legal, oportunidade em que todas as alegações serão devidamente contraditadas e comprovadas, com base na verdade real e nos elementos constantes dos autos.

A Sra. Franciele tem total confiança nas instituições e no Poder Judiciário, bem como presta seu compromisso com a cooperação integral face as autoridades competentes.

Salientamos que precipitadas conclusões emitidos neste momento revelam-se prematuras, especulativas, temerárias e prejudiciais aos direitos fundamentais da personalidade e à garantia constitucional da presunção de inocência.

Por fim, a defesa permanece à disposição da imprensa séria para prestar os esclarecimentos que forem cabíveis, dentro dos limites éticos da advocacia e do sigilo processual".

Com informações do TNOnline, parceiro do Portal aRede.

RESUMO

Sepultamento e prisão da mãe: Os irmãos João Miguel (5 anos) e Heloíse Emanuelly (1 ano e 4 meses) foram sepultados sem velório em Itambaracá; a mãe, Franciele Grawleta (27 anos), confessou o crime e está presa em local não divulgado.

Dinâmica do crime e tentativa de suicídio: Franciele sufocou os filhos na residência em Arapongas, dirigiu 149 km até a ponte do Rio das Cinzas com os corpos no carro e, após pedir ajuda a um familiar via áudio, pulou da ponte, sobrevivendo ao se agarrar a galhos antes de ser localizada.

Investigação e posicionamento da defesa: A Polícia Civil investiga a motivação — incluindo uma disputa pela guarda das crianças com o pai —, enquanto a defesa declarou que a acusada coopera com as autoridades e pediu cautela contra conclusões prematuras.

CONTEÚDO DE MARCA

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