Trump ameaça destruir "o resto" do Irã: "Talvez eu tenha que fazê-lo" | aRede
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Trump ameaça destruir "o resto" do Irã: "Talvez eu tenha que fazê-lo"

Mesmo após admitir influência da guerra na derrota republicana nas eleições legislativas, Trump voltou a ameaçar o regime iraniano

Presidente dos EUA, Donald Trump
Presidente dos EUA, Donald Trump -

Publicado por André Ribeiro

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã nesta quinta-feira (5/11) e não descartou ampliar os ataques contra o país.

Questionado sobre propostas de mediadores para um acordo envolvendo o programa nuclear iraniano, o republicano afirmou que preferia evitar uma nova ofensiva, mas admitiu a possibilidade de destruir o que ainda resta do território iraniano.

“Eu preferiria não destruir o resto do país, se possível, mas talvez eu tenha que fazê-lo. Vocês saberão em breve”, declarou.

Trump também afirmou que o Irã não poderá fazer nada em relação ao programa nuclear sem a aprovação dos Estados Unidos. A declaração ocorre em meio às negociações sobre o futuro do programa nuclear de Teerã e às ameaças americanas de novas ações militares.

Impacto da guerra nas urnas

A nova ameaça foi feita um dia depois de Trump reconhecer que a guerra contra o Irã contribuiu para a derrota do Partido Republicano nas eleições de meio de mandato, realizadas na terça-feira (3/11).

Os democratas conquistaram a maioria na Câmara dos Representantes e no Senado, em um resultado chamado pela imprensa americana de “onda azul”, em referência à cor do partido.

Na quarta-feira (4/11), ao comentar o resultado eleitoral, o chefe da Casa Branca admitiu que o conflito influenciou o desempenho republicano, especialmente por causa dos impactos econômicos da guerra. Apesar disso, defendeu a decisão de iniciar a ofensiva e afirmou que não poderia permitir que o Irã desenvolvesse uma arma nuclear.

Guerra pesou no bolso dos americanos

Iniciada pelos Estados Unidos e por Israel em 28 de fevereiro, a guerra contra o Irã provocou aumento nos preços dos combustíveis e pressionou o custo de vida nos Estados Unidos. Estimativas de fontes do Pentágono apontaram que o conflito pode ter custado até US$ 100 bilhões aos cofres americanos.

Uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na véspera das eleições de meio de mandato mostrou que 48% dos eleitores apontaram o custo de vida como a principal preocupação na hora de votar.

O levantamento também revelou a insatisfação com a operação militar: 55% dos entrevistados consideraram que a ação contra o Irã não valeu os custos, enquanto 25% avaliaram que valeu a pena. Outros 18% disseram não ter certeza.

Trump justificou a ofensiva como necessária para impedir que o Irã desenvolvesse armas nucleares. Mesmo após declarações do presidente sobre um possível fim do conflito e uma tentativa frustrada de cessar-fogo, a guerra continua.

Com informações do Metrópoles.

RESUMO

Ameaça de ampliação de ataques: Donald Trump não descartou expandir a ofensiva contra o Irã até "destruir o resto do país" se necessário, condicionando o programa nuclear iraniano ao aval dos EUA.

Impacto político e "Onda Azul": O próprio presidente admitiu que a guerra contribuiu para a derrota republicana nas eleições de meio de mandato, nas quais os democratas conquistaram a maioria na Câmara e no Senado.

Insatisfação econômica da população: O conflito, que já custou até US$ 100 bilhões aos EUA, encareceu os combustíveis e elevou o custo de vida, levando 55% dos eleitores a avaliar que a ação militar não valeu a pena.

CONTEÚDO DE MARCA

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