Senadora do Paraguai cita Flávio Bolsonaro ao pedir condenação rápida de Santiago Peña
Esperanza Martínez defendeu medidas para impedir que o presidente paraguaio deixe o país durante as investigações sobre a crise do banco Ueno

A senadora paraguaia Esperanza Martínez pediu rapidez das autoridades na responsabilização do presidente Santiago Peña, nesta quinta-feira (5). Durante uma reunião no Congresso do Paraguai, a parlamentar citou a saída do senador brasileiro Flávio Bolsonaro do Brasil como exemplo de situação que, segundo ela, deveria ser evitada.
A manifestação ocorreu durante as discussões sobre o processo de impeachment de Peña, que enfrenta uma crise política após o fechamento do banco digital Ueno.
Martínez defendeu que o presidente seja formalmente acusado e que seus bens sejam bloqueados, para evitar uma possível saída do país antes do andamento das investigações.
“Que ele [Santiago Peña, presidente do Paraguai] seja formalmente acusado para que não saia do país e que seus bens sejam confiscados”, afirmou a senadora.
Na sequência, ela mencionou o caso brasileiro e pediu agilidade do Ministério Público paraguaio na análise das acusações contra o chefe de Estado.
Senadora cita saída de Flávio Bolsonaro do Brasil
A declaração faz referência ao senador Flávio Bolsonaro (PL), que deixou o Brasil em 27 de outubro, após perder a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele seguiu para os Estados Unidos, passando pela Argentina e pelo Equador.
A saída ocorreu após uma decisão judicial que determinava a entrega dos passaportes do parlamentar e o impedia de deixar o país. Segundo informações da Polícia Federal, Flávio atravessou a fronteira terrestre com a Argentina e embarcou em um avião particular.
Em entrevista publicada nesta quinta-feira (5), Flávio negou ter recebido ajuda de governos estrangeiros para deixar o Brasil.
Crise do banco Ueno pressiona presidente do Paraguai
Santiago Peña passou a enfrentar pressão política após a intervenção do Banco Central paraguaio no Ueno Bank, instituição que teve suas atividades encerradas em meio a problemas financeiros.
A oposição acusa o presidente de conflito de interesses e possíveis irregularidades relacionadas à instituição. Peña foi acionista do grupo controlador do banco até março de 2025.
Nesta quinta-feira (5), a Câmara dos Deputados do Paraguai aprovou o impeachment do presidente por 78 votos favoráveis e nenhum contrário. A medida ainda depende de análise do Senado.
Peña também anunciou sua renúncia ao cargo em meio à crise.



