Fim das bets deve injetar R$ 3,6 bilhões no comércio do Paraná | aRede
PUBLICIDADE

Fim das bets deve injetar R$ 3,6 bilhões no comércio do Paraná

Pesquisa do Ipardes aponta ganho de R$ 2,3 bilhões no PIB estadual; supermercados do Sul já registram alta de 9% no consumo após medida provisória

Fim das apostas online devolve renda às famílias paranaenses e estimula as vendas no comércio e nos supermercados
Fim das apostas online devolve renda às famílias paranaenses e estimula as vendas no comércio e nos supermercados -

Publicado por Eduarda Gomes

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

A proibição dos jogos de azar online pode devolver R$ 3,6 bilhões por ano à economia do Paraná, impulsionar o comércio e gerar um acréscimo de R$ 2,3 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) do estado, de acordo com levantamento do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). A estimativa acompanha os reflexos iniciais da medida provisória do Governo Federal que proibiu as apostas no dia 25 de setembro de 2026.

"Nós podemos esperar que esses R$ 3,6 bilhões serão canalizados preponderantemente, mas não somente, na atividade comercial, como o ramo varejista e atacadista, elevando o PIB do estado", aponta Julio Suzuki, diretor de pesquisa do Ipardes.

A nível nacional, as bets movimentavam até R$ 30 bilhões por mês, segundo o Banco Central. Dados da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) mostram que, nas duas semanas posteriores à proibição, o consumo das famílias em supermercados cresceu 6% no país e 9% na Região Sul, com destaque para itens da cesta básica como arroz, óleo, macarrão e café.

"Se projetarmos o que as famílias deixaram de consumir, somente nesse ano, as famílias brasileiras perderam mais de R$ 50 bilhões em alimentos consumidos diariamente pela população brasileira. [...] O crescimento ocorreu em todos os formatos de varejo alimentar, com destaque para os canais frequentados pelas classes C, D e E – justamente as famílias que destinam uma parcela maior da renda à alimentação", explicou João Carlos Galassi, presidente da Abras, durante audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF).

TRAMITAÇÃO E IMPACTOS

As apostas esportivas foram legalizadas em 2018 e regulamentadas no fim de 2023, gerando cerca de R$ 15 bilhões em impostos. Contudo, o Governo Federal editou a medida provisória após avaliar que o endividamento familiar, o comprometimento da renda e os prejuízos à saúde mental superavam a arrecadação tributária.

O Congresso Nacional tem até março de 2027 para votar a Medida Provisória e definir se mantém a proibição. Paralelamente, o ministro Luiz Fux, relator do tema no STF, realizou audiência pública na terça-feira (03) para instruir o julgamento de oito ações que questionam tanto a proibição quanto a lei de regulamentação.

Os danos do vício motivaram relatos de atingidos antes da busca por tratamento. Um homem ouvido pela RPC contou que passou mais de quatro anos viciado em apostas.

"É um vício que você não sente o fim. Você não sente o dinheiro indo embora. Eu destruí a minha vida, eu destruí o meu casamento, eu destruí o psicológico de muitas pessoas que sempre me apoiaram, e isso, para mim, é o meu maior prejuízo", desabafa.

Após ingressar em um grupo de apoio a jogadores compulsivos em 2026, ele destacou a importância da assistência especializada. "É muito importante que o jogador compulsivo procure o grupo. Existe um apoio muito grande, é uma irmandade, em que você é ouvido, sem preconceito, sem julgamento, e isso ajuda muito. Do meu primeiro dia até hoje eu me sinto muito acolhido", afirma.

As informações são do g1.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Impacto econômico no Paraná: O fim das bets pode devolver R$ 3,6 bilhões anuais ao comércio paranaense e somar R$ 2,3 bilhões ao PIB do estado, segundo o Ipardes.

- Aumento no consumo de alimentos: Nas duas semanas após a proibição, as vendas em supermercados subiram 6% no Brasil e 9% no Sul, impulsionadas pela compra de itens básicos.

- Tramitação e motivação social: A MP do governo baseou-se nos danos à saúde mental e no endividamento das famílias; o Congresso tem até março de 2027 para votar a medida, enquanto o STF analisa ações sobre o tema.

CONTEÚDO DE MARCA

PUBLICIDADE