Eduardo Bolsonaro diz não temer deixar os EUA após vitória democrata
Ex-deputado afirma que está legalmente no país e critica eventual tentativa de deportação

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) afirmou que não teme precisar deixar os Estados Unidos após a vitória do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato, conhecidas como Midterms. A declaração foi feita durante entrevista ao influenciador conservador americano Joey Mannarino.
Na conversa, Eduardo afirmou acreditar que integrantes do Partido Democrata podem tentar adotar medidas contra ele e sua família, mas disse que sua permanência no território americano está regularizada.
“Acho que eles vão tentar [medidas contra nós]. Não cabe ao Congresso, nos EUA, revogar vistos ou cidadanias. Eu estou 100% legal aqui, assim como meu irmão e nossa família”, declarou.
O ex-parlamentar também comparou uma eventual tentativa de deportação à situação de refugiados de países como Irã e Venezuela que poderiam ser enviados de volta a regimes autoritários. Na declaração, ele se referiu ao Brasil como uma ditadura.
A entrevista foi gravada antes da participação de Eduardo na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada no resort Mar-a-Lago, propriedade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Condenação no Brasil
Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Em junho de 2026, ele foi condenado, por unanimidade, pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo.
Segundo o entendimento dos ministros, o ex-deputado articulou, junto a autoridades americanas, medidas como sanções contra integrantes do Supremo e tarifas comerciais contra o Brasil. As ações teriam como objetivo pressionar a Corte e interferir no julgamento que condenou seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), por tentativa de golpe de Estado.
Resumo da notícia
1. Permanência nos EUA: Eduardo Bolsonaro afirmou não temer deixar os Estados Unidos após a vitória democrata e disse estar legalmente no país, assim como sua família.
2. Críticas aos democratas: O ex-deputado acredita que integrantes do Partido Democrata podem tentar adotar medidas contra ele, mas questionou a possibilidade de deportação.
3. Condenação no Brasil: Eduardo vive nos EUA desde fevereiro de 2025 e foi condenado pelo STF a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo relacionado ao julgamento de Jair Bolsonaro.



