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Cimed é acusada de usar fórmulas de outra empresa em produtos

Suavetex afirma que seis itens de higiene bucal foram lançados com composições desenvolvidas durante negociações comerciais

João Adibe presidente da Cimed
João Adibe presidente da Cimed -

Publicado Por Milena Batista

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O empresário João Adibe, presidente e controlador do grupo Cimed, é acusado de utilizar informações técnicas de uma negociação comercial para lançar seis produtos de higiene bucal com fórmulas desenvolvidas pela fabricante Suavetex.

Na queixa-crime, a empresa afirma que as formulações foram compartilhadas durante tratativas para a criação de uma sociedade. O acordo previa que a Suavetex seria responsável pela fabricação dos produtos, enquanto a Cimed cuidaria da distribuição e comercialização sob a marca Carmed.

Segundo a fabricante, após receber as informações, Adibe teria cancelado a marca prevista para o projeto e interrompido o contato. Posteriormente, os mesmos seis produtos teriam sido registrados junto à autoridade sanitária sob a marca Super, com outra empresa indicada como fabricante.

A Suavetex afirma que os itens foram lançados em dezembro de 2025, mantendo os mesmos códigos de barras e composições das fórmulas originais. A queixa aponta supostos crimes contra a propriedade industrial e envolve sete integrantes do grupo Cimed, incluindo João Adibe.

A empresa também solicita indenização mínima de R$ 10 milhões por danos morais. Os prejuízos materiais deverão ser calculados posteriormente.

A petição relata que, em setembro de 2025, a Suavetex teria aceitado uma proposta de Adibe para a aquisição de 100% de seu capital por R$ 120 milhões. Conforme a fabricante, após essa etapa, a Cimed teve acesso a novas informações, mas o empresário teria deixado de responder aos contatos poucos dias depois.

O documento também menciona a aprovação, pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), de uma joint venture envolvendo a Cimed, o Grupo Globo e a empresa Joatinga Capital, ligada ao apresentador Luciano Huck. Huck e Roberto Marinho Neto foram indicados pela Suavetex como testemunhas.

O que diz a Cimed

Em nota, a Cimed afirmou que mantém relações com fornecedores com base na boa-fé, transparência e respeito aos acordos firmados. A empresa também declarou que decisões judiciais de primeira e segunda instâncias vêm negando pedidos apresentados pela Suavetex.

O grupo considera que a queixa-crime é uma tentativa de reverter derrotas na esfera cível e afirma confiar que a Justiça reconhecerá a improcedência das acusações.

Sobre a linha Super, a Cimed informou que a marca é de sua propriedade e não integra a joint venture com a Globo. A empresa acrescentou que a campanha exibida no BBB 26 foi contratada e paga diretamente pelo grupo.

Por se tratar de um processo em andamento e sob segredo de Justiça, a Cimed informou que não comentará os demais pontos.

RESUMO:

O grupo Cimed e seu presidente, João Adibe, são acusados pela fabricante Suavetex de utilizar fórmulas desenvolvidas pela empresa para lançar seis produtos de higiene bucal da linha Super. Segundo a queixa-crime, as informações foram compartilhadas durante negociações para uma sociedade que não se concretizou. A Suavetex aponta possíveis crimes contra a propriedade industrial e pede indenização mínima de R$ 10 milhões.

Em nota, a Cimed negou irregularidades e afirmou que a queixa é uma tentativa de reverter derrotas judiciais na esfera cível. O grupo declarou confiar que a Justiça reconhecerá a improcedência das acusações.

CONTEÚDO DE MARCA

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