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Crise de banco provoca protestos e pedido de impeachment no Paraguai

Manifestantes cobram devolução de valores bloqueados após crise do Ueno Bank, que afetou quase 3 milhões de clientes

O grupo cobra a devolução dos valores bloqueados
O grupo cobra a devolução dos valores bloqueados -

Publicado Por Milena Batista

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Manifestantes passaram a madrugada em frente ao Congresso do Paraguai, em Assunção, em protesto contra a crise financeira provocada pela quebra do Ueno Bank. O grupo cobra a devolução dos valores bloqueados e o impeachment do presidente Santiago Peña, de direita.

Em meio à crise, Liana Caballero assumiu interinamente a presidência do Banco Central do Paraguai, substituindo Carlos Carvallo, que renunciou ao cargo a pedido de Peña. Antes de comandar a autoridade monetária, Carvallo havia dirigido a instituição financeira que deu origem ao Ueno Bank.

A atuação de Carvallo na fiscalização do banco é questionada por parlamentares, já que a instituição entrou em processo de resolução. Até o momento, oito dirigentes ligados ao Ueno Bank foram presos durante as investigações. A detenção mais recente foi a de Miguel Almada, segundo a agência espanhola EFE.

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Crise de banco provoca protestos e pedido de impeachment no Paraguai | Autor: Reprodução

Ressarcimento aos clientes

O governo paraguaio negocia com o Congresso a aprovação de uma lei emergencial para acelerar a devolução dos depósitos bloqueados. Quase 3 milhões de correntistas foram afetados pela crise.

O Banco Central anunciou um pagamento inicial de até 10 milhões de guaranis por cliente, equivalente a aproximadamente US$ 1,6 mil. Ainda não há previsão para o início dos ressarcimentos.

RESUMO:

Manifestantes protestaram em frente ao Congresso do Paraguai, em Assunção, contra a crise financeira provocada pela quebra do Ueno Bank. O grupo exige a devolução dos valores bloqueados e o impeachment do presidente Santiago Peña.

Em meio à crise, Carlos Carvallo renunciou à presidência do Banco Central, sendo substituído interinamente por Liana Caballero. Oito dirigentes ligados ao banco foram presos durante as investigações.

Quase 3 milhões de correntistas foram afetados. O governo negocia uma lei emergencial para acelerar os ressarcimentos, e o Banco Central anunciou pagamentos iniciais de até 10 milhões de guaranis (cerca de US$ 1,6 mil) por cliente.

CONTEÚDO DE MARCA

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