SUS e Einstein desenvolvem IA para identificação de doenças de pele | aRede
PUBLICIDADE

SUS e Einstein desenvolvem IA para identificação de doenças de pele

App usa como base imagem da lesão, dados clínicos e epidemiológicos

App usa como base imagem da lesão, dados clínicos e epidemiológicos
App usa como base imagem da lesão, dados clínicos e epidemiológicos -

Publicado por André Ribeiro

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

Uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Einstein Hospital Israelita desenvolveu um sistema com inteligência artificial para apoiar profissionais de saúde pública na triagem e identificação de doenças de pele.

A iniciativa, chamada CUTIS-AI, utiliza como base imagens da lesão da pele do paciente e dados clínicos, epidemiológicos e sociodemográficos que refletem a realidade brasileira.

Entre as doenças que podem ser identificadas estão esporotricose, leishmaniose cutânea, hanseníase, cromoblastomicose, lobomicose, tuberculose cutânea, além de lesões decorrentes de acidentes loxoscélicos (picada de aranha marrom).

O aplicativo que viabiliza o uso da IA, que ainda está em estudo, foi desenvolvido a partir de entrevistas com profissionais de saúde da atenção básica. O app pode ser utilizado mesmo em locais em que não há conexão com a internet. A taxa de acerto do aplicativo já é de cerca de 80%.

A proposta do CUTIS-AI, no entanto, é utilizar a inteligência artificial como ferramenta de apoio, sem substituir a avaliação clínica realizada pelos profissionais de saúde.

“O CUTIS-AI foi criado para ampliar a capacidade de identificação dessas doenças, que ainda podem representar um desafio para os profissionais de saúde, especialmente em regiões com menor disponibilidade de especialistas. Ao reunir imagens das lesões, estamos construindo uma base de dados robusta, que contribuirá para o desenvolvimento de uma tecnologia útil na ponta, principalmente para a Atenção Primária à Saúde”, destacou a cientista de dados do Einstein Hospital Israelita, Isabelle Carvalho.

O estudo com o aplicativo já analisou cerca de 1,4 mil pacientes e conta com mais de 4 mil imagens de lesões. A diversidade de pacientes ajuda a treinar a inteligência artificial com exemplos variados, tornando o modelo mais preparado para identificar as características das lesões.

“Quando falamos em inteligência artificial aplicada à saúde, a qualidade e a diversidade dos dados são fundamentais. Uma tecnologia desenvolvida a partir de uma população específica pode não apresentar o mesmo desempenho quando aplicada a outros grupos. Por isso, construir uma base brasileira, com diferentes fototipos de pele, regiões, condições de vida e perfis epidemiológicos é essencial” ressaltou o secretário de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde, Fabiano Geraldo Pimenta Junior.

Com informações da Agência Brasil.

RESUMO

Desenvolvimento e objetivo do CUTIS-AI: Uma parceria entre o Ministério da Saúde e o Hospital Albert Einstein criou o CUTIS-AI, um sistema com inteligência artificial para auxiliar profissionais da atenção básica na triagem e identificação de doenças de pele e lesões por picadas de aranha.

Funcionalidades e eficácia da ferramenta: O aplicativo foi projetado para funcionar mesmo sem acesso à internet, utiliza imagens de lesões e dados clínicos para apoiar (sem substituir) a avaliação médica, e já apresenta uma taxa de acerto de aproximadamente 80%.

Base de dados nacional e representativa: Com dados de cerca de 1,4 mil pacientes e 4 mil imagens, a tecnologia está sendo treinada com a diversidade de fototipos e realidades epidemiológicas brasileiras para garantir maior precisão e atender regiões com escassez de especialistas.

CONTEÚDO DE MARCA

PUBLICIDADE