Presidente do Paraguai anuncia ressarcimento a clientes de banco dissolvido | aRede
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Presidente do Paraguai anuncia ressarcimento a clientes de banco dissolvido

Santiago Peña apresentou projeto de lei para garantir pagamentos a 98% dos clientes afetados pelo fechamento do Banco Ueno. Oito executivos da instituição foram presos durante investigação sobre possíveis irregularidades financeiras

A instituição, uma das maiores do país, teve o processo de encerramento iniciado pelo Banco Central paraguaio na terça-feira (3)
A instituição, uma das maiores do país, teve o processo de encerramento iniciado pelo Banco Central paraguaio na terça-feira (3) -

Da Redação

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O presidente do Paraguai, Santiago Peña, anunciou nesta quarta-feira (4) que o governo pretende ressarcir os clientes afetados pela dissolução do banco digital Ueno. A instituição, uma das maiores do país, teve o processo de encerramento iniciado pelo Banco Central paraguaio na terça-feira (3).

Peña informou que se reuniu com os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado para apresentar um projeto de lei que prevê a cobertura de 98% dos acionistas da instituição afetada. Segundo o presidente, a intenção é iniciar os pagamentos ainda nesta semana.

O chefe do Executivo também pediu rapidez na tramitação da proposta no Congresso para garantir que os clientes recebam os valores previstos.

Paraguai anuncia mudanças no Banco Central

Além do plano de ressarcimento, Santiago Peña anunciou mudanças na direção do Banco Central do Paraguai. Raúl Vera Bogado foi escolhido para assumir a presidência da instituição, enquanto Pedro Acosta e Edsel Gonçalves foram nomeados diretores.

De acordo com Peña, os três indicados possuem experiência no setor bancário e atuação em situações de crise.

O presidente também buscou tranquilizar a população diante da repercussão do caso. “Quero transmitir tranquilidade aos nossos cidadãos. O sistema financeiro é forte. Conta com instituições e mecanismos de proteção”, declarou.

A crise provocou a renúncia do então presidente do Banco Central, Carlos Cavallo, após o início do processo de dissolução do Ueno.

Oito executivos do Banco Ueno foram presos

A situação do banco também passou a ser investigada pelo Ministério Público paraguaio. Oito executivos da instituição foram presos na terça-feira (3), suspeitos de envolvimento em irregularidades financeiras.

Entre as acusações estão possíveis manipulações da situação patrimonial do banco e a concessão irregular de empréstimos a empresas que supostamente teriam ligações com o grupo controlador da instituição.

A denúncia apresentada pelo Banco Central tem mais de 200 páginas. Com os documentos anexados, o processo reúne aproximadamente 2 mil páginas.

Segundo o procurador Francisco Cabrera, as prisões tiveram como objetivo garantir a presença dos investigados durante o andamento do processo judicial. Ele afirmou que havia informações indicando a possibilidade de alguns dos suspeitos deixarem o país.

O caso provocou repercussão no Paraguai e levantou questionamentos sobre a situação financeira da instituição e os mecanismos de proteção aos clientes.

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