Governo Milei nega participação na saída de Flávio Bolsonaro do Brasil
Senador passou pela Argentina antes de seguir para o Equador e os Estados Unidos; estrategista do presidente argentino esteve em Puerto Iguazú na mesma data

O governo de Javier Milei negou, nesta quarta-feira (4), ter ajudado o senador Flávio Bolsonaro a deixar o Brasil na terça-feira da semana passada (27). Na ocasião, o parlamentar, derrotado nas urnas, passou pela Argentina em direção ao Equador e, posteriormente, aos Estados Unidos.
Fontes da Casa Rosada afirmaram à reportagem que o governo argentino não colaborou "de nenhuma forma com a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil".
"O controle de fronteiras do Brasil depende do governo do Brasil e não nos envolvemos de nenhuma forma no seu controle migratório. Ao chegar na República Argentina, a família Bolsonaro não apresentou alertas que impedissem sua entrada. Todo o procedimento foi regular e idêntico ao que qualquer brasileiro que visita o nosso país realiza", declararam.
Na terça-feira (3), o porta-voz da Casa Rosada, Adrián Ravier, foi questionado sobre uma possível participação de Milei na passagem de Flávio pelo país, mas não respondeu diretamente.
"É irrelevante", afirmou durante uma coletiva de imprensa. Ravier também disse não saber se o presidente argentino tinha conhecimento da entrada do senador no território. Segundo o porta-voz, Flávio ingressou na Argentina de maneira formal e com documentos válidos.
Trajeto de Flávio pela Argentina
De acordo com a Direção Nacional de Migrações da Argentina, Flávio entrou no país na noite de terça-feira (27), pela Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu (PR) a Puerto Iguazú.
Na sequência, embarcou em um avião particular com destino a Guayaquil, no Equador, onde fez uma escala antes de seguir para os Estados Unidos.
A CNN Brasil confirmou que Santiago Caputo, estrategista do presidente Javier Milei, esteve em Puerto Iguazú durante a passagem de Flávio Bolsonaro pela Argentina. A presença ocorreu com conhecimento do presidente argentino.
No entanto, a reportagem não conseguiu confirmar se houve algum contato entre Caputo e o senador brasileiro.
Com informações de CNN Brasil.



