Mulher morre após procedimentos estéticos no Paraná
Rosangela de Oliveira Coiado, de 61 anos, sofreu uma parada cardiorrespiratória durante o atendimento; clínica e familiares apresentam versões sobre o caso.

A morte de Rosangela de Oliveira Coiado, de 61 anos, após uma intercorrência durante dois procedimentos estéticos em uma clínica de Maringá, no Norte do Paraná, é investigada pela Polícia Civil do Paraná (PCPR). A paciente sofreu uma parada cardiorrespiratória em 28 de outubro, foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas morreu na tarde do dia seguinte, 29 de outubro.
O caso envolve questionamentos da família sobre a duração dos procedimentos e a assistência prestada à paciente. A defesa da clínica, por sua vez, afirma que Rosangela recebeu atendimento imediato, estava sob monitoramento e era acompanhada por uma médica anestesiologista.
A Polícia Civil informou que aguarda o resultado do laudo de necropsia para identificar a causa da morte. Todos os envolvidos deverão ser ouvidos durante a investigação. Até o momento, não há conclusão oficial sobre uma eventual relação entre os procedimentos e o falecimento.
Família questiona duração dos procedimentos
Rosangela foi a Maringá em 28 de outubro para realizar um lifting facial, cirurgia voltada ao rejuvenescimento do rosto, e uma blefaroplastia, intervenção estética nas pálpebras.
Segundo a advogada da família, Ana Carolina Coiado, o marido acompanhou a paciente até a clínica, mas foi orientado a aguardar em outro local. A previsão inicial era de que os procedimentos durassem entre quatro e cinco horas.
A paciente teria entrado para a cirurgia por volta das 8h. Como não recebeu notícias após o horário previsto, o marido retornou ao estabelecimento e aguardou na recepção. Por volta das 16h, foi informado de que Rosangela havia sofrido uma parada cardiorrespiratória e que o Samu tinha sido acionado.
De acordo com a família, o atendimento já ultrapassava sete horas quando o marido recebeu a notícia da intercorrência.
O que diz a clínica
Em nota, o Instituto Algarve lamentou a morte da paciente e apresentou esclarecimentos sobre o atendimento. A defesa afirmou que os exames laboratoriais pré-operatórios estavam dentro dos parâmetros de normalidade.
Segundo o comunicado, Rosangela estava sob monitoramento contínuo e acompanhada por uma médica anestesiologista quando apresentou a intercorrência. A equipe teria iniciado imediatamente as manobras de reanimação, com procedimentos para garantir a via aérea e administração de medicações de emergência. A clínica afirma que houve retorno da circulação espontânea antes da transferência pelo Samu ao hospital.
O Instituto informou ainda que a paciente permaneceu internada por cerca de 20 horas, com oscilações no quadro clínico e um período de estabilização. A morte ocorreu no hospital, na tarde de 29 de outubro.
Outro ponto levantado pela defesa diz respeito à solicitação de um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Conforme a nota, o pedido foi feito pelo hospital na noite de 28 de outubro, mas só teria sido analisado pelo sistema de saúde da paciente por volta do meio-dia do dia seguinte, quase 16 horas depois, e acabou negado. A clínica defendeu que essa circunstância também seja apurada.
A instituição ressaltou que, até o momento, não há documento oficial que determine a causa da morte e considerou precipitado estabelecer uma relação entre o falecimento e os procedimentos.
A defesa também informou que a cirurgia foi coordenada por um cirurgião-dentista habilitado em Cirurgia Estética Orofacial e especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial. Segundo a clínica, a paciente havia sido informada previamente sobre os riscos inerentes ao procedimento.
O Instituto afirmou que presta apoio à família e colabora com as autoridades. O médico Alexandre Algarve, segundo a nota, esteve pessoalmente no hospital para oferecer auxílio aos familiares e à equipe médica.
Família cobra esclarecimentos
Por meio de sua representante jurídica, a família informou que pretende adotar as medidas legais necessárias para preservar provas e esclarecer as circunstâncias da morte.
A manifestação destaca que a causa do óbito e uma eventual relação com os procedimentos dependem de apuração técnica, documental e pericial. Entre os pontos que deverão ser analisados estão o atendimento anestésico e cirúrgico, as condições do estabelecimento e as medidas tomadas após a parada cardiorrespiratória.
A família também afirmou que busca a apuração de possíveis responsabilidades, mas ressaltou que o esclarecimento dos fatos depende dos resultados da investigação.
Polícia aguarda laudo de necropsia
A Polícia Civil do Paraná confirmou a investigação e informou que aguarda o resultado do exame de necropsia para identificar a causa da morte. A corporação também comunicou que todas as pessoas envolvidas serão ouvidas ao longo do procedimento investigativo.
Até as informações mais recentes disponíveis, não havia conclusão pericial sobre a causa do falecimento nem confirmação de responsabilidade dos profissionais envolvidos.
Resumo
Rosangela de Oliveira Coiado, de 61 anos, sofreu uma parada cardiorrespiratória durante procedimentos estéticos em Maringá e morreu no dia seguinte.
Família questiona a duração da cirurgia e a assistência prestada; clínica afirma que realizou manobras de emergência e nega falha técnica.
Polícia Civil aguarda o laudo de necropsia e ouvirá os envolvidos para esclarecer as circunstâncias da morte.
Com informações do Portal Banda B, parceiro do Portal aRede.



