Democratas devem investigar fuga de Flávio Bolsonaro aos EUA | aRede
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Democratas devem investigar fuga de Flávio Bolsonaro aos EUA

Após conquistar maioria na Câmara e no Senado, democratas poderão cobrar explicações do governo Trump sobre a entrada do senador brasileiro nos Estados Unidos.

O senador Flávio Bolsonaro chegou aos Estados Unidos após deixar o Brasil, mesmo diante de restrições determinadas pelo STF.
O senador Flávio Bolsonaro chegou aos Estados Unidos após deixar o Brasil, mesmo diante de restrições determinadas pelo STF. -

Publicado por Michele Garcia

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A vitória dos democratas nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, realizadas nesta terça-feira (3), pode abrir caminho para investigações sobre a participação do governo de Donald Trump na saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil e sua entrada em território norte-americano. Com a conquista da maioria na Câmara e no Senado, o partido terá mais instrumentos para fiscalizar a administração republicana a partir de janeiro de 2027.

A expectativa de diplomatas brasileiros é de que a mudança na composição do Congresso americano aumente a pressão sobre a Casa Branca e amplie os questionamentos sobre a possível participação de autoridades dos Estados Unidos na viagem do senador.

Os democratas já haviam iniciado a movimentação antes das eleições. No dia 30 de outubro, um grupo de 25 parlamentares enviou uma carta ao Departamento de Estado cobrando esclarecimentos sobre a entrada de Flávio no país, mesmo após uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a entrega dos passaportes do senador e o proibiu de deixar o Brasil.

Marco Rubio está entre os alvos dos questionamentos

Com o controle das duas Casas legislativas, os democratas poderão ampliar a fiscalização sobre o governo Trump, solicitar documentos e convocar autoridades para prestar esclarecimentos. Um dos nomes envolvidos nos questionamentos é o secretário de Estado americano, Marco Rubio, apontado por aliados de Flávio como responsável por articulações que teriam facilitado sua entrada nos Estados Unidos.

Na carta encaminhada ao Departamento de Estado, os congressistas questionam se o órgão, a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil ou outras agências federais auxiliaram o senador a viajar e entrar no território americano, apesar das restrições determinadas pela Justiça brasileira.

Os parlamentares também querem saber se houve utilização de recursos públicos americanos e se autoridades do governo tinham conhecimento das decisões judiciais impostas a Flávio.

O grupo estabeleceu o dia 13 de novembro como prazo para receber respostas por escrito e solicitou uma reunião com representantes do Departamento de Estado.

Investigação pode ter consequências diplomáticas

Uma eventual investigação poderá provocar desgaste político para o governo Trump, além de expor autoridades que tenham participado de possíveis articulações para facilitar a viagem do senador brasileiro.

Caso sejam identificadas irregularidades, as informações poderão embasar novas apurações administrativas ou judiciais nos Estados Unidos. Também poderão fornecer elementos para iniciativas das autoridades brasileiras e ampliar o constrangimento diplomático entre Washington e Brasília.

No entanto, uma investigação parlamentar não determina automaticamente a revogação de vistos ou a extradição de Flávio Bolsonaro. Eventuais medidas dependerão de procedimentos específicos e das autoridades competentes.

O deputado democrata Joaquin Castro já havia criticado a possível atuação da Casa Branca no episódio. "Perder uma eleição não é motivo para asilo", afirmou o parlamentar, ao cobrar explicações sobre uma eventual ajuda americana para que Flávio deixasse o Brasil.

Resumo

Democratas conquistaram maioria na Câmara e no Senado dos Estados Unidos nas eleições de meio de mandato.

Grupo de 25 parlamentares cobra explicações sobre possível ajuda do governo Trump para a entrada de Flávio Bolsonaro nos EUA.

Departamento de Estado tem até 13 de novembro para responder aos questionamentos dos congressistas.

Com informações do Portal SBT News. 

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