Dívida pública brasileira deve atingir pico de 89,7% do PIB em 2030
Segundo o Relatório de Riscos Fiscais, endividamento deve recuar gradualmente a partir do topo até atingir 86,3% em 2036

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) do Brasil deve alcançar o seu nível máximo em 2030, atingindo o equivalente a 89,7% do Produto Interno Bruto (PIB). A estimativa consta no Relatório de Riscos Fiscais da União, divulgado nesta terça-feira (3) pelo Tesouro Nacional, órgão vinculado ao Ministério da Fazenda.
Segundo o documento, a partir de 2030 a trajetória do endividamento deve passar por uma reversão gradual, registrando quedas sucessivas nos anos seguintes até chegar ao patamar de 86,3% do PIB em 2036. Para o encerramento de 2026, a projeção oficial é de que a dívida feche o ano em 83,7% do PIB, marca superior aos 82,9% do PIB (correspondentes a R$ 11,1 trilhões) registrados no mês de setembro.
De acordo com a análise do Tesouro, a alta da DBGG em 2026 é impulsionada, sobretudo, pelo descompasso entre a taxa de juros e o crescimento nominal do PIB. Entre os anos de 2026 e 2030, a taxa de juros deve acrescentar cerca de 8,4 pontos percentuais do PIB ao ano no estoque da dívida, enquanto a expansão nominal da economia atuará reduzindo essa relação em 6,0 pontos percentuais anuais.
As informações são da CNN Brasil.
LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA
- O Tesouro Nacional projeta que a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) atingirá seu pico histórico em 2030, ao somar 89,7% do PIB.
- A partir de 2030, o endividamento público deve entrar em trajetória de queda gradual, reduzindo-se para 86,3% do PIB até 2036 (sendo previstos 83,7% para o fim de 2026).
- O principal motor do aumento da dívida no período é a diferença entre o custo dos juros (que somam 8,4 pontos do PIB ao ano) e o crescimento do PIB nominal (que desconta 6,0 pontos ao ano).



