Ciclone extratropical coloca Paraná em alerta para temporais | aRede
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Ciclone extratropical coloca Paraná em alerta para temporais

Fenômeno deve provocar chuva intensa, ventos fortes e possibilidade de granizo a partir desta terça-feira (3)

Além do Paraná, o alerta abrange Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Minas Gerais
Além do Paraná, o alerta abrange Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Minas Gerais -

Publicado Por Milena Batista

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A formação de um novo ciclone extratropical na costa da Região Sul, a partir desta terça-feira (3), coloca o Paraná e outros sete estados em alerta para temporais. A previsão do Meteored indica possibilidade de chuva intensa, rajadas de vento e queda de granizo nos próximos dias.

O novo sistema meteorológico chega após uma sequência de tempestades que provocou estragos em diversas cidades paranaenses, especialmente em Maringá e Marquinho. Os episódios recentes causaram destelhamentos, quedas de árvores, danos à rede elétrica e milhares de pessoas afetadas.

Além do Paraná, o alerta abrange Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Minas Gerais.

Conforme o Bem Paraná, a instabilidade está associada à formação do ciclone, à chegada de uma frente fria e ao avanço de um cavado atmosférico. A combinação de calor, umidade e encontro de massas de ar favorece a formação de nuvens carregadas e tempestades que podem ser severas.

Quando o ciclone deve atingir o Paraná

No Paraná e em Santa Catarina, as chuvas mais intensas devem ganhar força principalmente a partir da tarde desta terça-feira. A instabilidade pode continuar durante a madrugada e a manhã de quarta-feira (4).

Ao longo da tarde de quarta, as áreas de chuva devem avançar do Rio Grande do Sul em direção ao sul do Paraná. Também há previsão de descargas elétricas, ventos fortes e volumes elevados de precipitação.

Entre os possíveis impactos estão alagamentos em áreas urbanas, elevação do nível dos rios e queda de árvores. A orientação é acompanhar os alertas dos órgãos oficiais de meteorologia e da Defesa Civil, além de evitar locais próximos a árvores, postes e estruturas que possam ser atingidas pelas rajadas de vento.

Tempestades atingiram 21 municípios do Paraná

O início de novembro foi marcado por temporais em diferentes regiões do Paraná. Conforme boletim da Defesa Civil divulgado na segunda-feira (2), 21 municípios registraram ocorrências relacionadas às condições meteorológicas entre domingo (1º) e segunda-feira.

Ao todo, 4.067 pessoas foram afetadas e 28 ficaram desalojadas. O levantamento também aponta 456 residências danificadas e uma destruída. Entre os registros estão vendavais, chuva de granizo, enxurradas e alagamentos.

Em Maringá, foram registrados quase 50 milímetros de chuva entre a meia-noite e as 7h de segunda-feira. As rajadas de vento chegaram próximas de 97 km/h, provocando diversos estragos. Diante da situação, a Prefeitura decretou estado de calamidade pública.

Inicialmente, o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná classificou o fenômeno como um vendaval severo acompanhado de chuva intensa. Um prédio administrativo da corporação também foi atingido: parte do telhado foi arrancada e uma árvore caiu dentro do quartel, causando danos estruturais. Não houve registro de feridos.

O que é uma supercélula

Após analisar o fenômeno registrado em Maringá, o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) apontou a possibilidade de formação de uma supercélula.

Esse tipo de tempestade é menos comum e apresenta uma estrutura organizada, caracterizada pela presença de uma corrente de ar ascendente que gira continuamente em seu interior.

De acordo com o Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos, as supercélulas podem produzir ventos intensos, granizo de grandes dimensões e até tornados, que podem variar de intensidade. Em condições favoráveis, essas tempestades também podem permanecer ativas por várias horas.

Marquinho teve quase um quarto da população afetada

Outro município bastante atingido foi Marquinho, na região Centro-Sul do Paraná. Uma tempestade acompanhada de granizo e fortes ventos provocou danos em residências, escolas, unidades de saúde e estabelecimentos comerciais.

Segundo a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros, aproximadamente 1.080 pessoas foram afetadas em uma cidade com cerca de 4,4 mil habitantes. O temporal danificou 270 residências, e a Prefeitura estima que até 70% do município tenha registrado algum tipo de estrago.

Além da área urbana, as comunidades de Pedra Branca, Terra Boa, Gleba Nove e Guampará também foram atingidas.

A Copel informou que mais de 170 mil unidades consumidoras chegaram a ficar sem energia elétrica em diferentes localidades. Os problemas foram provocados por danos à rede de distribuição, incluindo quedas de postes em decorrência dos ventos e do granizo.

Previsão indica mais dias de chuva em Curitiba e no Litoral

A instabilidade também deve continuar nos próximos dias em Curitiba e no Litoral do Paraná. De acordo com a previsão do Simepar, a Capital e as cidades litorâneas podem registrar chuva em pelo menos seis dos primeiros sete dias de novembro.

Nesta terça-feira (3), a intensidade da chuva deve ser menor em Curitiba, mas ainda há possibilidade de precipitações durante a tarde, principalmente entre 14h e 17h. Na quarta e na quinta-feira, a instabilidade deve voltar a ganhar força.

A previsão aponta uma possível trégua na sexta-feira, quando o céu deve permanecer nublado, sem expectativa de chuva significativa. O retorno do sol está previsto para o domingo e a segunda-feira.

No Litoral, a tendência é de melhora a partir de sexta-feira. Apesar da possibilidade de chuva mais intensa na quinta, com acumulado previsto de 9,2 milímetros, o tempo deve ficar mais estável durante o fim de semana, com retorno do sol a partir de sábado.

RESUMO:

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Um ciclone extratropical deve provocar temporais, chuva intensa, ventos fortes e possibilidade de granizo em oito estados, incluindo o Paraná, a partir desta terça-feira (3). A instabilidade pode causar alagamentos, queda de árvores e transbordamento de rios. As condições devem persistir até quarta-feira (4), exigindo atenção da população aos alertas meteorológicos.

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