Copilota de 20 anos que morreu em queda de jato nos EUA era filha de brasileiros | aRede
PUBLICIDADE

Copilota de 20 anos que morreu em queda de jato nos EUA era filha de brasileiros

Nathalia Gadelha estava entre as nove vítimas do acidente na Flórida; jovem havia conquistado a licença para pilotar ainda no ensino médio

Aeronave fazia o trajeto entre Austin, no Texas, e as Bahamas quando perdeu altitude rapidamente e atingiu o solo no condado de Palm Beach
Aeronave fazia o trajeto entre Austin, no Texas, e as Bahamas quando perdeu altitude rapidamente e atingiu o solo no condado de Palm Beach -

Lucas Veloso

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

A brasileira Nathalia Gadelha, de 20 anos, foi identificada pelas autoridades dos Estados Unidos como a copilota do jato particular Learjet 60 que caiu na tarde de domingo (1º), no sul da Flórida. O acidente provocou a morte das nove pessoas que estavam a bordo, após uma forte explosão.

A aeronave fazia o trajeto entre Austin, no Texas, e as Bahamas quando perdeu altitude rapidamente e atingiu o solo no condado de Palm Beach, sobre um parque de trailers. Segundo informações divulgadas, o jato chegou a descer mais de seis mil metros por minuto.

De acordo com o New York Post, a identidade da copilota foi confirmada pela mãe, Camila Gadelha Corteleti, e pelo padrasto, Thiago Corteleti. Nathalia seria a responsável pela voz que aparece em um áudio do controle de tráfego aéreo, divulgado após o acidente, no qual a piloto pede ajuda durante a emergência.

Áudio registra pedido de socorro

Na comunicação com a torre de controle, a copilota informou que a aeronave estava em uma situação de velocidade excessiva e perdia altitude rapidamente.

Durante o diálogo, ela relatou que o avião descia a 22 mil pés e estava inclinado a 60 graus. Em seguida, gritou que a aeronave iria atingir o solo e afirmou que não havia mais tempo.

A torre tentou manter contato com a tripulação, mas a transmissão foi interrompida.

Jovem realizava sonho de pilotar

Nathalia conquistou a licença de piloto ainda durante o ensino médio e trabalhava como piloto comercial havia nove meses.

Em entrevista ao New York Post, a mãe da jovem, Camila Gadelha Corteleti, lamentou a morte da filha e destacou o orgulho que sentia pela trajetória profissional dela.

“Eu queria que ela vivesse o sonho dela, mas sabia que esse sonho seria justamente o que a afastaria de mim. Eu sabia que um avião a levaria de mim. Sempre soube disso, mas estava muito orgulhosa dela. Eu sabia que ela estava vivendo o sonho dela”, afirmou.

Camila também disse acreditar que pilotar seria a forma como a filha escolheria partir, mas lamentou que isso tenha acontecido tão cedo.

O padrasto, Thiago Corteleti, contou que Nathalia enviou uma mensagem ao namorado, Justin, cerca de dez minutos antes da queda. Na ocasião, ela escreveu: “Estou com turbulência, estou com gelo”.

Licença aos 17 anos

Nascida e criada no condado de Palm Beach, Nathalia já havia chamado a atenção da imprensa local quando conquistou a licença de piloto privado, em outubro de 2023, aos 17 anos. Na época, ela ainda não tinha carteira de motorista.

Em entrevista à CBS12, a jovem comentou sobre a conquista: “Com certeza me gabo, porque as pessoas dizem: ‘Ah, você não sabe dirigir’, e eu respondo: ‘Sim, mas eu sei voar’”.

A brasileira se formou na American Flyers, escola de aviação com sede em Addison, no Texas, e uma unidade em Pompano Beach, na Flórida.

As outras oito vítimas do acidente ainda não haviam sido identificadas pelas autoridades.

CONTEÚDO DE MARCA

PUBLICIDADE