Jornal argentino aponta uso de 6 carros e 3 jatos na saída de Flávio Bolsonaro do Brasil
Segundo o Clarín, representantes dos Estados Unidos teriam ajudado a organizar a viagem do senador à Argentina, com apoio de um assessor enviado por Javier Milei; governos não confirmam participação

Seis carros saíram da casa de Flávio Bolsonaro (PL), em Brasília, para dificultar a identificação daquele que levaria o senador e sua família até a fronteira com a Argentina, segundo reportagem do jornal argentino Clarín. O Portal também disse que ao menos três jatos particulares foram mobilizados para a fuga do candidato derrotado ao Planalto.
De acordo com o jornal, representantes norte-americanos teriam participado da organização do trajeto, com apoio de Santiago Caputo, assessor do presidente argentino Javier Milei, enviado à região da fronteira.
Plano inicial
A reportagem afirma que a primeira opção de Flávio era viajar de avião de Brasília até a região de Foz do Iguaçu. O senador teria fretado uma aeronave, mas o proprietário desistiu de realizar o voo após a divulgação da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinava a entrega dos passaportes e proibia o parlamentar de deixar o país.
Com a mudança de planos, Flávio e a família teriam percorrido mais de 1.600 quilômetros de carro até a Argentina. Seis veículos teriam deixado a residência do senador, em Brasília, para dificultar a identificação daquele que transportaria a família.
Operação
Segundo o Clarín, ao menos três jatos particulares foram mobilizados para a operação. As aeronaves seriam alternativas caso o voo previsto não pudesse decolar, incluindo a possibilidade de uma saída pelo Paraguai.
A reportagem também aponta que representantes dos Estados Unidos teriam atuado no aeroporto de Puerto Iguazú e afastado funcionários argentinos de parte dos procedimentos. A família teria acessado diretamente a pista do aeroporto, antes da chegada da caminhonete branca registrada por emissoras de televisão na noite de terça-feira (27).
Flávio já estaria dentro da aeronave quando o veículo apareceu nas imagens, conforme o jornal argentino.
EUA nega participação
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, negou neste sábado (31) que o governo norte-americano tenha colaborado com a saída do senador.
Os governos da Argentina e dos Estados Unidos não confirmaram envolvimento na operação.
A imigração argentina confirmou que Flávio atravessou a fronteira com a família na noite de terça-feira (27). Ele embarcou em um voo particular com escala no Equador e seguiu para Miami, onde chegou na manhã de quarta-feira (28).
A viagem ocorreu dois dias após Flávio perder a eleição presidencial para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na véspera da saída, Alexandre de Moraes havia determinado que o senador entregasse seus passaportes e o proibido de deixar o Brasil.
Leia o resumo da notícia
Aéreo e Logística de Jatos: A reportagem do jornal argentino afirma que a primeira opção do parlamentar era viajar de avião a partir de Brasília até Foz do Iguaçu. No entanto, o voo teria sido cancelado pelo proprietário da aeronave fretada após a divulgação da decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a retenção de passaportes e a proibição de deixar o país. Ao menos três jatos particulares teriam sido mobilizados como alternativas de reserva, inclusive para uma eventual saída pelo Paraguai.
Deslocamento Terrestre: Com a mudança nos planos, seis veículos teriam deixado a residência do senador em Brasília para dificultar a identificação de qual transporte efetivamente levava a família. O grupo percorreu mais de 1,6 mil quilômetros por via terrestre até a região de fronteira.
Apoio Internacional e Negativas: A publicação aponta o suposto envio de Santiago Caputo, assessor do presidente argentino Javier Milei, à fronteira, além da atuação de representantes dos Estados Unidos para liberar o acesso à pista do Aeroporto Internacional de Puerto Iguazú. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, negou qualquer colaboração do governo norte-americano com a saída do senador.



