Cariani se defende após pedido de condenação pelo MPSP: "Vítima de fraude"
Influenciador e empresário afirmou que só é réu no processo porque era sócio, mas reforça ser inocente e diz confiar na Justiça

O influencer e empresário fitness Renato Cariani voltou a se defender após o pedido de condenação feito pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) ao Tribunal de Justiça do estado (TJSP) nos últimos dias. Em vídeo publicado na quinta-feira (29/10), Cariani sustentou a versão que ele e sua defesa têm apresentado, de que o empresário é inocente e só foi indiciado porque era um dos sócios de uma indústria química que “foi vítima de fraude”.
“Quem me acompanha há muito tempo sabe, eu fui sócio de uma indústria química e essa indústria foi vítima de uma fraude. Essa fraude se tornou um processo porque eu sou um dos donos da empresa. Então, tudo que acontece nela, automaticamente eu sou responsabilizado”, afirmou Cariani no vídeo.
O empresário acrescentou estar “super bem” com a situação, além de dizer que confia na Justiça e no trabalho “excelente” feito por sua defesa.
“É só a continuidade desse processo que daqui a pouco, graças a Deus”, vai terminar”, concluiu.
Pedido do Ministério Público
A denúncia apresentada pelo Ministério Público, que traz as alegações finais no processo contra Cariani e pede a condenação dele, sustenta que o réu é parte de um esquema de desvio de insumos químicos que teria resultado na produção de toneladas de drogas como crack e cocaína. Ele é acusado de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
“Pelo menos 60 vezes, [Cariani e os demais réus] produziram, venderam e forneceram, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar, mais de 12 toneladas de produtos químicos destinados à preparação de drogas”, diz o texto da denúncia do MPSP.
O MPSP apontou, ainda, que o influenciador mantinha uma relação de amizade com o policial civil André Dziuba — o que pode ter favorecido Cariani em investigações.
Cariani responde ao processo em liberdade.
Cariani chegou a ser preso pela PF
Cariani e os demais réus foram presos em dezembro de 2023, durante a Operação Hinsberg, deflagrada pela Polícia Federal (PF). Caso sejam condenados, cada um poderá receber penas que, somadas, variam de 16 a 51 anos de prisão, além de multas.
A investigação apontou o influenciador e os empresários Fábio Spindola Mota e Rodrigo Gomes Pereira como integrantes de um esquema de desvio de insumos químicos da empresa Anidrol para o mercado ilícito, além de fraudes em registros fiscais.
Cariani também responde por falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Segundo a denúncia, o empresário e os demais envolvidos no esquema “teriam dissimulado os valores provenientes dos crimes de tráfico de drogas acima noticiados, por meio de depósitos em espécie realizados por interpostas pessoas, convertendo em ativo lícito o montante aproximado de R$ 2,5 milhões”.
Com informações do Metrópoles.
RESUMO
Defesa e alegação de inocência: Em vídeo publicado nas redes sociais, o influenciador fitness Renato Cariani reforçou sua versão de inocência, afirmando que a indústria química da qual era sócio foi vítima de fraude e que está tranquilo, confiando no trabalho de sua defesa perante a Justiça.
Denúncia do Ministério Público: O MPSP pediu a condenação de Cariani pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro, acusando o empresário de integrar um esquema que desviou mais de 12 toneladas de insumos químicos para a fabricação de drogas como crack e cocaína.
Histórico da investigação e movimentação financeira: Preso originalmente em dezembro de 2023 na Operação Hinsberg da Polícia Federal, Cariani e os outros réus respondem em liberdade por fraudar registros fiscais e dissimular cerca de R$ 2,5 milhões provenientes dos desvios, podendo pegar penas de 16 a 51 anos de prisão.



