AgroSamas é cancelada após enchentes e previsão de chuvas em São Mateus do Sul
A prioridade, conforme a administração municipal, é garantir a segurança da população e concentrar esforços no atendimento às famílias atingidas pelas enchentes

A Prefeitura de São Mateus do Sul cancelou a realização da 5ª edição do AgroSamas, prevista para 2026. A decisão foi tomada diante da situação de emergência provocada pelas enchentes e das previsões de chuvas intensas para novembro e dezembro.
Segundo a prefeita Fernanda Sardanha, o cancelamento foi definido em conjunto com a Defesa Civil, o Departamento de Cultura, a Associação Comercial, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e empresários parceiros do evento.
A prioridade, conforme a administração municipal, é garantir a segurança da população e concentrar esforços no atendimento às famílias atingidas pelas enchentes. Equipes da Secretaria de Obras e de outras pastas estão mobilizadas para prestar assistência às pessoas desalojadas e desabrigadas.
Município afirma que não teve gastos
A Prefeitura também informou que não houve despesas com a organização do AgroSamas até o momento. De acordo com o comunicado, os pagamentos no serviço público são realizados após a execução dos serviços contratados.
Com a validação do decreto de emergência pelo Governo do Paraná, os contratos e processos relacionados ao evento serão cancelados sem custos para o município. Os recursos previstos serão direcionados a outras medidas consideradas prioritárias para atender às necessidades da comunidade.
Evento poderá voltar em 2027
Ao comunicar o cancelamento, a administração municipal pediu a compreensão da população e manifestou a expectativa de retomar a festa no próximo ano, desde que as condições permitam a realização do evento com segurança.
A decisão ocorre em meio aos esforços para atender os moradores afetados pelas enchentes e reduzir os riscos diante da previsão de novas chuvas nos próximos meses.
Cancelamentos de eventos no Paraná preocupa setor
A sequência de cancelamentos e adiamentos de eventos tradicionais no Paraná acendeu um alerta entre as entidades que representam os setores de eventos, entretenimento, bares, restaurantes, turismo e serviços. O SINDIPROM, a Abrabar e a FETURISMO manifestam preocupação com os efeitos dessas decisões sobre a segurança jurídica, a previsibilidade dos negócios e a confiança necessária para que empresas continuem investindo no setor.
Nos últimos dias, vieram a público cancelamentos e mudanças de programação envolvendo a FESCAETÊ, em Curiúva; a ExpoFazenda, em Fazenda Rio Grande; a Festa do Morango, em Almirante Tamandaré; o FCCA, cuja não realização em 2026 foi anunciada pela PROCERVA; e o adiamento da Münchenfest, em Ponta Grossa. Embora cada caso tenha suas próprias justificativas, o conjunto de episódios levanta questionamentos sobre planejamento, riscos, disponibilidade de recursos e compromissos assumidos com antecedência.
O presidente das entidades, Fábio Aguayo, afirma que a discussão não pode ficar restrita à devolução do dinheiro dos ingressos ou à comunicação oficial sobre o cancelamento.
“É claro que o consumidor que comprou ingresso precisa ter seus direitos respeitados, inclusive com o reembolso quando aplicável. Mas a preocupação do setor é muito maior. Estamos falando de segurança jurídica, estabilidade dos negócios e confiança nos compromissos assumidos. Um evento envolve meses de planejamento, contratos, contratação de equipes, fornecedores, estruturas, artistas, publicidade, logística e investimentos. Quando uma programação é cancelada ou adiada, os efeitos podem atingir toda essa cadeia”, destaca Aguayo.
RESUMO
AgroSamas cancelado: A festa de 2026 foi cancelada devido às enchentes e à previsão de novas chuvas. O evento poderá voltar em 2027.
Recursos redirecionados: A Prefeitura afirma que não teve gastos com a organização e priorizará o atendimento às famílias atingidas.
Setor preocupado: Entidades alertam para os impactos dos cancelamentos de eventos no Paraná sobre empresas, fornecedores e investimentos.



