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EUA confirmam emissão de vistos para Flávio Bolsonaro e familiares

A emissão dos documentos, no entanto, não confirma a concessão de asilo político

Manifestação ocorre após o advogado Simón Levy, aliado do presidente Donald Trump, afirmar que o governo americano havia autorizado a concessão de asilo político ao parlamentar
Manifestação ocorre após o advogado Simón Levy, aliado do presidente Donald Trump, afirmar que o governo americano havia autorizado a concessão de asilo político ao parlamentar -

Publicado por João Bobato

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O governo dos Estados Unidos confirmou nesta terça-feira (27) que emitirá vistos para o senador Flávio Bolsonaro (PL) e seus familiares, autorizando a entrada deles no país. A manifestação ocorre após o advogado mexicano Simón Levy, aliado do presidente Donald Trump, afirmar que o governo americano havia autorizado a concessão de asilo político ao parlamentar. As informações são do Metrópoles.

“O Departamento de Estado emitirá vistos para Flávio Bolsonaro e sua família e permitirá a entrada deles nos Estados Unidos”, informou uma autoridade do órgão.

A emissão dos documentos, no entanto, não confirma a concessão de asilo político. Os procedimentos são distintos, e o governo americano não esclareceu se houve uma decisão formal sobre eventual pedido de proteção internacional apresentado pelo senador.

Aliado de Trump fala em asilo político

Mais cedo, Simón Levy publicou nas redes sociais que o governo de Donald Trump havia autorizado a concessão de asilo político a Flávio Bolsonaro. Na mesma manifestação, o advogado acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de conduzir o Brasil em direção a um regime autoritário.

“Posso confirmar que o governo do Presidente Trump autorizou a concessão de asilo político a Flávio Bolsonaro nos Estados Unidos. O regime autoritário do Brasil ficará furioso”, escreveu.

Levy não apresentou detalhes sobre o procedimento que teria resultado na suposta concessão do benefício. Em outras publicações, afirmou que Flávio já havia chegado em segurança ao território americano e que lideraria a oposição ao governo Lula a partir dos Estados Unidos.

Em artigo divulgado na segunda-feira (26), intitulado “Operação Alba”, o mexicano escreveu que o senador deveria comandar a resistência política ao governo brasileiro em território americano. Ele também mencionou uma suposta operação para proteger o parlamentar e atribuiu ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, participação na iniciativa, sem apresentar detalhes que comprovassem as alegações.

O advogado ainda defendeu que Washington ampliasse a pressão sobre o governo brasileiro por meio de medidas econômicas, mas não especificou quais ações poderiam ser adotadas.

PL convoca reunião de emergência

A saída de Flávio Bolsonaro do Brasil levou o Partido Liberal (PL) a convocar uma reunião de emergência nesta terça-feira, na sede da legenda, em Brasília. Segundo informações publicadas pelo Metrópoles, integrantes do partido não tinham conhecimento prévio da decisão do senador.

Participaram das articulações o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio.

No início da manhã, Marinho havia negado que o correligionário tivesse deixado o país. “Não saiu”, afirmou à coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles. Posteriormente, o portal informou, com base em pessoas próximas à família Bolsonaro, que o senador havia embarcado em um voo com destino à Flórida, nos Estados Unidos.

Viagem ocorre após ordem do STF

A viagem aconteceu após uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na segunda-feira (26), o magistrado ordenou que Flávio entregasse os passaportes à Polícia Federal (PF) em até 24 horas e o proibiu de deixar o Brasil.

Segundo as informações divulgadas, o senador não cumpriu o prazo estabelecido, e a Polícia Federal cancelou os documentos nesta terça-feira. Naquele momento, apesar do descumprimento da determinação judicial, Flávio não era considerado foragido, pois não havia mandado de prisão contra ele.

O parlamentar é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro em um inquérito que envolve o advogado Willer Tomaz. Flávio nega irregularidades.

Derrota eleitoral e contestação do resultado

A saída do senador ocorreu dois dias após o segundo turno da eleição presidencial, no qual ele foi derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por uma diferença superior a 4,4 milhões de votos.

Após o resultado, Flávio chegou a anunciar que pediria a anulação da eleição, embora o PL tenha reconhecido o resultado das urnas.

A confirmação da emissão de vistos pelo governo americano acrescenta um posicionamento oficial sobre a entrada do senador e de seus familiares nos Estados Unidos. Até o momento, porém, a informação divulgada pelo Departamento de Estado não confirma a concessão de asilo político mencionada por Simón Levy.

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