Manuela d'Ávila compara listas de boicote político à perseguição nazista
Em vídeo, jornalista critica a divulgação de nomes de empresas e pessoas por posicionamento político e orienta possíveis alvos a guardar provas

A jornalista, escritora e política Manuela d'Ávila publicou um vídeo nas redes sociais em que compara a circulação de listas de empresas e pessoas que seriam alvo de boicote por posicionamento político a práticas de perseguição econômica adotadas pela Alemanha nazista contra judeus em 1933.
Na gravação, Manuela afirma que as listas identificam estabelecimentos e profissionais com base em suas posições políticas, com o objetivo de incentivar consumidores a deixar de comprar ou contratar seus serviços. Segundo ela, a prática também estaria ocorrendo no Rio Grande do Sul.
“Tu sabes como começou o boicote aos judeus na Alemanha nazista? Com listas”, afirma no início do vídeo.
A política explica que, em 1933, os nazistas organizaram um boicote nacional contra estabelecimentos e profissionais judeus. De acordo com ela, os negócios eram identificados e expostos para que a população deixasse de comprar nesses locais.
Orientação para possíveis alvos
Durante o vídeo, Manuela compara o episódio histórico à circulação atual de listas que, segundo ela, buscam promover boicotes a empresas e pessoas por suas posições políticas.
“Listar pessoas para persegui-las economicamente por aquilo que pensam é uma prática autoritária”, declara.
Ela também orienta quem encontrar o próprio nome ou o de sua empresa nas listas a guardar provas da divulgação, como capturas de tela, links, perfis e grupos envolvidos. A recomendação é procurar o Ministério Público e um advogado para avaliar as medidas cabíveis.
“Não trata isso como brincadeira de internet”, alerta.
Na publicação, Manuela defende a valorização de empresas e profissionais independentemente de suas preferências políticas. Ela também incentiva os usuários das redes sociais a não dar visibilidade a pessoas que, na avaliação dela, promovem práticas autoritárias.
Veja o vídeo:
RESUMO:
A jornalista, escritora e política Manuela d'Ávila criticou, em vídeo nas redes sociais, a circulação de listas de empresas e pessoas que seriam alvo de boicote por posicionamento político. Ela comparou a prática à perseguição econômica contra judeus na Alemanha nazista, em 1933, e orientou possíveis alvos a guardar provas das publicações e procurar o Ministério Público e um advogado.



