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MP investiga câmera em banheiro de colégio cívico-militar no Paraná

Equipamentos foram apreendidos no Colégio Estadual Érico Veríssimo após aluna descobrir dispositivo; diretora e vice foram afastados

Dispositivo de monitoramento foi apreendido pela Polícia Civil dentro do sanitário do colégio em Cambé
Dispositivo de monitoramento foi apreendido pela Polícia Civil dentro do sanitário do colégio em Cambé -

Publicado por Eduarda Gomes

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O Ministério Público do Paraná (MP-PR) confirmou que está apurando a instalação de câmeras de segurança nos banheiros do Colégio Estadual Cívico-Militar Érico Veríssimo, localizado em Cambé, no Norte do Paraná. De acordo com o órgão, a análise é conduzida pela 4ª Promotoria de Justiça de Cambé, que atua na área da Educação, “tanto na esfera cível como na criminal”.

O caso veio à tona após uma estudante encontrar um equipamento no banheiro feminino na última segunda-feira (19). Em boletim de ocorrência, alunas relataram suspeitar que a câmera estivesse no local há cerca de três anos, período em que a direção teria afirmado tratar-se de um sensor de fumaça. Na quarta-feira (21), a Polícia Civil apreendeu o dispositivo do banheiro feminino e, nesta quinta-feira (22), recolheu também o equipamento instalado no sanitário masculino.

Diante do ocorrido, a Secretaria de Estado da Educação do Paraná (Seed-PR) determinou o afastamento da diretora e do vice-diretor da instituição, criando uma comissão para avaliar os fatos e enviando uma equipe multiprofissional para prestar atendimento aos estudantes e à comunidade escolar. Outro aluno registrou o painel do sistema de monitoramento na sala dos militares, demonstrando que as imagens captavam espelhos e cabines.

A aluna Alessa Gabriele relatou que os responsáveis não autorizaram a captação de imagens no local. “Eu me senti invadida, porque é o meu corpo que estavam vendo. Eu mesma já troquei de roupa diversas vezes no banheiro. Para a gente, é assustador porque eram homens que viam as câmeras, estavam na sala dos militares”, afirmou Alessa.

Em nota enviada aos pais e responsáveis, o colégio justificou que a finalidade dos equipamentos era acompanhar os acessos e garantir a segurança. “Esclarecemos que as câmeras mencionadas estavam direcionadas às portas de entrada dos banheiros masculino e feminino, sem captar os espaços destinados às necessidades fisiológicas dos estudantes. Sua finalidade era acompanhar os acessos e contribuir para a segurança escolar”, declarou a instituição. A nota acrescentou que um aluno teria entrado sem autorização na sala dos monitores civis/militares para registrar a tela e mencionou episódios de vandalismo para a retirada das câmeras.

A Seed-PR destacou que possui norma proibindo a prática. “A instalação de câmeras em locais que comprometam a intimidade e a privacidade dos estudantes não é permitida nas escolas da rede estadual do Paraná”, ressaltou a secretaria, informando ainda que a Resolução nº 5.206/2026 proíbe o uso desses dispositivos em banheiros e vestiários e que o descumprimento pode gerar responsabilização administrativa, cível e penal.

As informações são do g1.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Investigação em duas esferas: O MP-PR e a Polícia Civil apuram nas áreas cível e criminal a presença de câmeras nos banheiros feminino e masculino do colégio cívico-militar de Cambé.

- Afastamento e apreensão: A Seed-PR afastou a diretora e o vice-diretor da instituição, enquanto a polícia realizou a apreensão dos equipamentos instalados nos sanitários.

- Manifestações oficiais: Enquanto o colégio alegou que a intenção era monitorar apenas a entrada e reforçar a segurança, a Seed-PR frisou que normas estaduais proíbem câmeras em locais que comprometam a privacidade de alunos.

CONTEÚDO DE MARCA

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