MPF investiga diretor-geral da PF por suspeita de vazamento no caso INSS | aRede
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MPF investiga diretor-geral da PF por suspeita de vazamento no caso INSS

Apuração envolve declarações de Andrei Rodrigues sobre sindicato de aposentados que tinha irmão de Lula na diretoria

O diretor geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues
O diretor geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues -

Publicado por Lucas Veloso

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O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um Procedimento Investigatório Criminal para apurar se o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, divulgou informações sigilosas da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes em descontos aplicados a aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A investigação foi aberta após a 7ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF rejeitar um pedido de arquivamento do caso e considerar necessário aprofundar as apurações. O objetivo é verificar se houve descumprimento de dever funcional, violação de sigilo funcional ou prática de improbidade administrativa.

O caso está relacionado a declarações feitas publicamente por Rodrigues em abril de 2025 sobre o Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi). Entre os dirigentes da entidade estava José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em entrevista ao ICL Notícias, o diretor-geral da PF afirmou que o sindicato não era alvo da investigação naquele momento. Segundo ele, a entidade e seus gestores não estavam entre os alvos de mandados de busca e apreensão.

“E respondendo muito objetivamente, o irmão do presidente Lula não é alvo da operação, não é investigado na operação”, declarou Rodrigues.

“O que houve em relação a esse sindicato é, como houve em dezenas de outros, o bloqueio dos descontos indevidos ou aparentemente indevidos por determinação judicial a partir de pedido da Polícia Federal”, acrescentou.

Na portaria que instaurou o procedimento, o MPF determinou o envio de um ofício a Rodrigues para que apresente informações sobre os fatos. O órgão também solicitou a inclusão no processo de uma cópia da decisão judicial que determinou o sigilo do inquérito relacionado ao sindicato.

Sindnapi ficou fora do pedido inicial de bloqueio de recursos

Em maio de 2025, a Advocacia-Geral da União (AGU) não incluiu o Sindnapi nos pedidos de bloqueio de recursos destinados ao ressarcimento de aposentados e pensionistas prejudicados pelas fraudes. Em 2023, a entidade havia arrecadado R$ 90 milhões.

Na ocasião, a AGU informou à CNN que a escolha das 12 entidades incluídas na ação cautelar considerou uma apuração administrativa aberta pelo INSS em 5 de maio daquele ano. O órgão também declarou que adotaria novas medidas judiciais para buscar o ressarcimento dos prejuízos.

Em outubro de 2025, o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), apontou indícios consistentes de que integrantes do Sindnapi formariam uma organização criminosa voltada a prejudicar aposentados e pensionistas.

Conforme os elementos citados na decisão, os valores obtidos por meio dos descontos seriam submetidos a operações de lavagem de dinheiro para ocultar sua origem ilícita.

Mendonça considerou informações apresentadas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre movimentações financeiras atípicas. Com base nesses elementos, autorizou a quebra dos sigilos fiscal e bancário do sindicato e de seus dirigentes, abrangendo o período iniciado em 2020.

Com informações de CNN Brasil.

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