Pesquisa Meio/Ideia: 43,3% preferem negócio próprio à carteira assinada
Levantamento Meio/Ideia mostra que 43,3% dos entrevistados associam melhorar de vida ao empreendedorismo; preferência varia entre eleitores de Lula e Flávio Bolsonaro.

A maioria dos brasileiros prefere ter o próprio negócio ou trabalhar por conta própria a ter um emprego com carteira assinada. É o que aponta uma pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira, que investigou o significado de “melhorar de vida” para os eleitores.
De acordo com o levantamento, 43,3% dos entrevistados afirmaram que melhorar de vida significa ter um negócio próprio ou trabalhar por conta própria. Outros 32% disseram que a melhoria está relacionada a um emprego com carteira assinada e direitos trabalhistas garantidos.
A pesquisa também identificou diferenças entre os eleitores dos dois principais nomes avaliados no levantamento. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 62,3% preferem ter o próprio negócio. Já entre os eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva, 65,4% apontaram a carteira assinada como a opção preferida.
Preferência vai além da renda e da ocupação
Uma análise elaborada pelo CEO do Meio, Pedro Doria, destaca que a diferença de preferência não está necessariamente relacionada à renda, já que os grupos apresentam distribuições semelhantes nesse quesito. A tendência também aparece em diferentes faixas salariais.
Na classe C, composta por pessoas com renda de um a três salários mínimos, por exemplo, 67,8% dos entrevistados que desejam ter o próprio negócio declararam preferência por Flávio Bolsonaro. Entre aqueles que preferem um emprego com carteira assinada, 63% disseram apoiar Lula.
A análise também aponta que a preferência pelo empreendedorismo não se limita às pessoas que já trabalham por conta própria ou são empresárias. Nesse grupo, Flávio registra 55,9% das preferências, contra 38,9% de Lula.
Segundo o documento, a diferença estaria relacionada não apenas à ocupação atual dos eleitores, mas também às suas aspirações profissionais e expectativas de futuro.
Religião e expectativas profissionais
O levantamento também relacionou as preferências profissionais à religião dos entrevistados. Entre os evangélicos, Flávio Bolsonaro registra 69,6% das preferências, enquanto Lula tem 55% entre os católicos.
A análise aponta, porém, que a expectativa profissional também influencia as escolhas políticas, especialmente entre os católicos. Nesse grupo, os eleitores que desejam ter o próprio negócio preferem Flávio por 53,6% a 42,3%. Já entre aqueles que priorizam a carteira assinada, Lula registra 76,7%, contra 20,1% de Flávio.
Entre os evangélicos, Flávio mantém a vantagem mesmo entre os que preferem o emprego formal, com 58,3% das preferências, ante 36,7% de Lula.
A análise do Meio/Ideia conclui que as expectativas de ascensão profissional ajudam a distinguir os perfis dos eleitores dos dois políticos, ao lado de fatores como a religião.
Resumo
Preferência pelo empreendedorismo: Pesquisa Meio/Ideia aponta que 43,3% dos entrevistados preferem ter o próprio negócio ou trabalhar por conta própria, enquanto 32% optam pela carteira assinada.
Diferença entre eleitores: Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 62,3% preferem negócio próprio. Já entre os apoiadores de Lula, 65,4% priorizam o emprego formal.
Aspirações profissionais: A análise indica que as expectativas de futuro profissional também ajudam a explicar as preferências políticas, com diferenças observadas entre grupos religiosos e faixas de renda.
Com informações do Portal CNN Brasil.



