Vou fazer delação premiada, diz lobista Roberta Luchsinger sócia de Lulinha
Em entrevista à CNN, Roberta Luchsinger disse que pretende fazer delação premiada e pagar por eventuais crimes

Em entrevista à emissora CNN, na noite deste sábado, 17 de dezembro, a lobista Roberta Luchsinger disse que fará uma delação premiada e prometeu contar tudo, inclusive sobre seu ex-sócio, o filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula Silva, o Lulinha.
“Não vou poupar filho de presidente, não vou poupar ninguém. O que está em questão é a verdade, e a verdade tem que aparecer, doa a quem doer”, diz ela.
“Lula é um grande mentiroso quando diz ‘ela é uma pilantra mas meu filho não’. O filho dele se sentava semanalmente com ministros”, disse ela.
“Eu quero fazer delação, sabe por quê?”, diz ela. “Porque eu não tenho pai presidente. Eu sou uma mulher com duas filhas e eu tô tendo uma máquina pública, tendo se movimentado em cima de mim, contra mim e contra duas filhas. E eu não sei o que vai ser de mim e dessas duas meninas amanhã”, diz ela.
Perguntada sobre o que teria a acrescentar, ela disse que nem tudo que sabe está no celular. “A vida da gente não é só no WhatsApp. A vida da gente é no mundo normal. Você conversa com as pessoas, você fala sobre o projeto, você sabe das coisas, você assiste coisas, você vê coisas, você tem como colaborar, muitas vezes, com coisas que você não participou, mas você assistiu”, diz.
Com informações do Metrópoles.
RESUMO
Anúncio de delação premiada: Em entrevista à CNN, a lobista Roberta Luchsinger afirmou que pretende fazer uma delação premiada para "contar tudo", prometendo não poupar ninguém, incluindo seu ex-sócio e filho do presidente Lula, Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha).
Críticas a Lula e denúncias: Roberta rebateu as acusações do presidente Lula — a quem chamou de mentiroso —, afirmando que Lulinha se reunia semanalmente com ministros e que possui informações presenciais para colaborar com as investigações além do conteúdo de seu celular.
Motivação pessoal: A lobista declarou que busca o acordo de colaboração por não ter um "pai presidente" e por alegar estar sofrendo represálias da máquina pública, manifestando preocupação com a segurança e o futuro de suas duas filhas.



