PM afasta 12 policiais em apuração sobre imagens de tortura no PR | aRede
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PM afasta 12 policiais em apuração sobre imagens de tortura no PR

Operação cumpriu 28 mandados em 12 municípios; três pessoas foram presas em flagrante por irregularidades envolvendo arma e munições

PM informou que o material recolhido será utilizado para identificar a origem das imagens e esclarecer a participação de cada investigado
PM informou que o material recolhido será utilizado para identificar a origem das imagens e esclarecer a participação de cada investigado -

Publicado por André Ribeiro

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Doze policiais militares foram afastados das atividades operacionais nesta sexta-feira (16), no Paraná, durante uma investigação sobre o compartilhamento de imagens de tortura e abuso de autoridade em abordagens. A ação da Corregedoria-Geral da Polícia Militar também resultou no cumprimento de 28 mandados de busca e apreensão e em três prisões em flagrante.

Entre os afastados está um oficial da corporação. As buscas tiveram como alvos 24 policiais militares e o responsável pelo perfil “militardoparana”, um homem de 22 anos que, segundo a PM, não integra a instituição. A identidade dele não foi divulgada.

A ação é uma nova etapa da operação Zeitgeist, iniciada em junho após uma denúncia sobre a publicação de fotos e vídeos de violência durante ocorrências policiais. A apuração ocorre por meio de um Inquérito Policial Militar, com apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Conforme o subcomandante-geral da PM do Paraná, Paulo Siloto, parte dos agentes afastados aparece nas gravações. Outros participavam de grupos de mensagens nos quais os registros circulavam. A investigação identificou policiais que teriam encaminhado materiais à página.

Os conteúdos incluíam imagens de pessoas detidas, feridas ou em situação de vulnerabilidade, além de gravações feitas dentro de viaturas e instalações policiais. Segundo Siloto, havia registros de violência principalmente contra pessoas em situação de rua, além de cenas de confrontos armados.

De acordo com a investigação, o administrador publicava trechos dos vídeos no Instagram, onde o perfil reunia aproximadamente 23 mil seguidores. O acesso às versões completas era oferecido mediante pagamento, com envio pelo Telegram.

A página foi desativada após a repercussão do caso, e o grupo no aplicativo de mensagens também foi excluído.

Durante as buscas, duas pessoas foram presas por porte irregular de munição e uma por porte ilegal de arma de fogo. Foram apreendidos uma arma, munições de diferentes calibres e dispositivos eletrônicos.

Os mandados foram cumpridos em 12 municípios: Curitiba, São José dos Pinhais, Pinhais, Almirante Tamandaré, Cerro Azul, Guarapuava, Pato Branco, Mandaguaçu, Nova Esperança, Paranavaí, Francisco Beltrão e Umuarama.

A Polícia Militar informou que o material recolhido será utilizado para identificar a origem das imagens e esclarecer a participação de cada investigado. Segundo a corporação, os afastamentos têm caráter cautelar, e a eventual responsabilização dependerá das provas reunidas durante a investigação.

Com informações do TNOnline, parceiro do Portal aRede.

RESUMO

Afastamentos e Mandados: Doze policiais militares (incluindo um oficial) foram afastados das funções operacionais, e a ação cumpriu 28 mandados de busca e apreensão em 12 municípios do Paraná, resultando em três prisões em flagrante por porte ilegal de armas e munições.

Esquema de Comercialização de Vídeos: Os alvos incluem 24 policiais e o responsável pelo perfil "militardoparana" no Instagram; as investigações apontam que o administrador postava trechos das agressões e cobrava via Telegram pelo envio dos vídeos completos de violência, gravados dentro de viaturas e instalações policiais.

Providências e Desdobramentos: O material e dispositivos eletrônicos apreendidos passarão por perícia para identificar a origem exata das gravações e a responsabilidade de cada agente nos grupos de mensagens, enquanto as contas e grupos nas redes sociais foram desativados.

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