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Com Boulos e Gaviões, Corinthians e Caixa firmam termo para negociar dívida

Assinatura abre caminho para o aprofundamento das conversas

Neo Química Arena - Sport Club Corinthians Paulista
Neo Química Arena - Sport Club Corinthians Paulista -

Publicado por Diego Chila

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O Corinthians e a Caixa Econômica Federal assinaram nesta sexta-feira (16) um termo de confidencialidade para avançar nas negociações sobre a dívida da Neo Química Arena.

A reunião contou com a presença do ministro Guilherme Boulos e de representantes da Gaviões da Fiel, que também participam das conversas em busca de uma solução para o financiamento do estádio.

O que aconteceu

Com o documento assinado, as partes poderão compartilhar dados e propostas sob sigilo para avaliar alternativas à relação financeira entre o clube e o banco.

O termo, porém, não representa um acordo definitivo nem altera o valor da dívida neste momento. A assinatura abre caminho para o aprofundamento das conversas, que seguem sujeitas às exigências legais aplicáveis a uma instituição pública.

Ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Boulos esteve presente e atuou na articulação para aproximar os envolvidos, coforme apurou o UOL. Também participaram do encontro: o presidente corintiano, Osmar Stabile, diretores do clube e integrantes da Caixa

A Gaviões da Fiel participou da reunião por meio de seu presidente, Alexandre Domênico Pereira, o Alê, e dos vice-presidentes Fabio de Oliveira Camara, o Fantasma, e Sergio.

Alívio temporário

Paralelamente às negociações, a Caixa suspendeu temporariamente uma obrigação do Corinthians relacionada ao fundo de reserva do financiamento. A medida, conhecida como "waiver", permite ao clube deixar de fazer um depósito específico, em uma operação que tem como finalidade aliviar momentaneamente suas contas.

O valor envolvido é de aproximadamente R$ 30 milhões. O recurso, porém, não seria abatido do saldo devedor nem representaria o perdão de uma parcela da dívida.

A possibilidade foi publicada pelo colunista Juca Kfouri, no UOL, em 7 de outubro e confirmada pela reportagem. O fundo de reserva funciona como uma garantia para a Caixa e reúne recursos que podem.

Interlocutores envolvidos nas tratativas consideram difícil formalizar uma alteração mais ampla no financiamento antes da votação. Nesse cenário, a assinatura do termo de confidencialidade permite que as conversas avancem sem que isso represente uma decisão definitiva sobre as condições da dívida.

Corinthians e Caixa seguem, portanto, em busca de uma solução para o financiamento da Neo Química Arena. O próximo passo será aprofundar a análise das alternativas discutidas, enquanto o clube tenta reorganizar seus compromissos com o banco.

Com informações: UOL

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