EUA enviam centenas de militares à América Latina contra narcotráfico
Tropas devem realizar exercícios com forças locais em países como Panamá, Colômbia e Honduras; governo também desloca drones para a América do Sul

Os Estados Unidos estão enviando centenas de militares à América Latina em meio à ampliação da campanha de Washington contra o narcotráfico na região. A informação foi divulgada pelo jornal americano The New York Times nesta quarta-feira (14), com base em relatos de autoridades.
Segundo a publicação, os militares devem participar de exercícios conjuntos com forças locais em países como Panamá, Colômbia e Honduras.
Conforme a CNN, o primeiro contingente é formado por cerca de 600 soldados da 10ª Divisão de Montanha, unidade do Exército americano sediada em Fort Drum, no estado de Nova York.
De acordo com autoridades ouvidas pelo jornal, os militares enviados à região também poderão prestar apoio às tropas de Operações Especiais dos Estados Unidos em incursões contra suspeitos de envolvimento com o narcotráfico.
Além do deslocamento de tropas, centenas de militares foram designados para integrar um novo comando de operações voltado ao Hemisfério Ocidental, com sede em Miami, na Flórida.
EUA enviam drones à América do Sul
Na semana passada, os Estados Unidos iniciaram o envio de drones MQ-9 Reaper para operações antidrogas e antiterrorismo na Colômbia e no Equador. A movimentação também foi noticiada pelo The New York Times.
As aeronaves foram transferidas da África para a América do Sul no mês passado, como parte da estratégia do governo do presidente Donald Trump para ampliar a presença militar americana e a cooperação com países aliados da região.
O plano de deslocamento dos equipamentos havia sido divulgado pela CNN em setembro. O destino das aeronaves foi confirmado pelo The New York Times no início de outubro.
Segundo o jornal, a transferência foi detalhada por dois funcionários americanos familiarizados com a decisão, que falaram sob condição de anonimato.
Até o momento, não há confirmação sobre o número total de aeronaves que serão destinadas a Bogotá, capital da Colômbia, e Quito, capital do Equador.
O ministro da Defesa equatoriano, Gian Carlo Loffredo, afirmou à imprensa local na semana passada que dois drones já estavam operando no espaço aéreo do país.
Na Colômbia, autoridades haviam informado durante o verão no Hemisfério Norte que o país concordou em receber três unidades do MQ-9 Reaper. Segundo o jornal americano, o governo colombiano também considerava a possibilidade de adquirir uma quarta aeronave.
Procurado pela reportagem, o Comando Sul dos Estados Unidos, responsável pelas operações militares americanas na região, não se manifestou.



