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Megaoperação cumpre 215 mandados contra organização criminosa

A Polícia Civil do Paraná mobiliza mais de 500 policiais em operação contra organização criminosa investigada por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e crimes violentos.

Megaoperação cumpre 95 mandados de prisão e 120 de busca e apreensão.
Megaoperação cumpre 95 mandados de prisão e 120 de busca e apreensão. -

Michele Garcia

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A Polícia Civil do Paraná deflagrou nesta quarta-feira uma megaoperação contra uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e crimes violentos. A ação, realizada em conjunto com o Ministério Público do Paraná (MPPR), mobiliza mais de 500 policiais e cumpre 215 mandados judiciais no Paraná, em Santa Catarina e em São Paulo.

Ao todo, são cumpridos 95 mandados de prisão e 120 de busca e apreensão. A Justiça também autorizou a quebra de sigilo bancário de contas investigadas e o acesso aos dados de aparelhos eletrônicos apreendidos.

A operação conta com o apoio da Polícia Militar do Paraná (PMPR), da Polícia Penal do Paraná (PPPR), da Polícia Civil de Santa Catarina e da Polícia Militar de São Paulo. Cães farejadores também participam das buscas.

Investigação começou no Sudoeste do Paraná

As investigações tiveram início em Clevelândia, no Sudoeste do Paraná, a partir de apurações sobre crimes violentos atribuídos ao grupo. Segundo a PCPR, integrantes da organização são suspeitos de praticar tortura e cárcere privado contra pessoas acusadas de traição, além de ameaçar e intimidar devedores do tráfico de drogas.

Durante o trabalho investigativo, os policiais identificaram uma estrutura responsável pelo transporte e armazenamento de entorpecentes, além do controle de pontos de venda em diferentes municípios. Conforme a apuração, as lideranças negociavam grandes quantidades de cocaína, crack e maconha para distribuição e revenda.

De acordo com a delegada Alini Simadon, a análise de celulares clandestinos apreendidos em uma penitenciária do Sudoeste do Estado foi fundamental para identificar a organização. A investigação apontou que ordens para a prática de crimes eram transmitidas de dentro do sistema prisional para integrantes que atuavam em diversas cidades do Paraná, de Santa Catarina e de São Paulo.

Grupo mantinha estrutura dentro de presídios

Segundo a Polícia Civil, a organização mantinha uma estrutura hierárquica dentro das unidades prisionais, com integrantes responsáveis por fiscalizar regras internas, julgar detentos considerados infratores e aplicar castigos físicos.

Os investigadores também identificaram pessoas encarregadas de esconder e distribuir celulares e roteadores entre as celas, mantendo a comunicação com integrantes que estavam fora dos presídios. Familiares e outros colaboradores são suspeitos de auxiliar o grupo, inclusive no transporte de entorpecentes durante visitas às unidades prisionais.

Investigação identificou esquema de lavagem de dinheiro

A apuração também revelou mecanismos utilizados para movimentar os recursos obtidos com o tráfico de drogas. Segundo a PCPR, transferências via PIX eram realizadas para contas em nome de terceiros, sem ligação aparente com os detentos. Os valores eram divididos em depósitos menores e sacados rapidamente para dificultar o rastreamento.

Investigação identificou esquema de movimentação financeira ilegal, com transferências via PIX para contas de terceiros.
Investigação identificou esquema de movimentação financeira ilegal, com transferências via PIX para contas de terceiros. |  Foto: Divulgação.

Além disso, os policiais identificaram uma empresa de fachada que seria utilizada para receber pagamentos relacionados à comercialização de drogas. A movimentação financeira era registrada em planilhas de controle.

Veja as cidades onde a operação ocorre

No Paraná, os mandados são cumpridos em Clevelândia, Pato Branco, Francisco Beltrão, Palmas, Coronel Vivida, Realeza, Santa Izabel do Oeste, Dois Vizinhos, Cascavel, Curitiba, Piraquara, Guarapuava, Laranjeiras do Sul, Capanema, Salto do Lontra, Santo Antônio do Sudoeste, Itaipulândia, Santa Helena, Barracão e Cruzeiro do Oeste.

Em Santa Catarina, a operação ocorre em Abelardo Luz. Já em São Paulo, as diligências abrangem os municípios de São Carlos e Cotia.

Resumo

Megaoperação mobiliza mais de 500 policiais e cumpre 215 mandados judiciais, sendo 95 de prisão e 120 de busca e apreensão, no Paraná, em Santa Catarina e em São Paulo.

Organização criminosa é investigada por tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e crimes violentos. Segundo a PCPR, o grupo coordenava atividades criminosas de dentro dos presídios e distribuía cocaína, crack e maconha em diferentes cidades.

Investigação identificou esquema de movimentação financeira ilegal, com transferências via PIX para contas de terceiros e uso de uma empresa de fachada para receber pagamentos relacionados ao tráfico.

Com informações das Assessorias. 

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