Líder do PCC é preso no Litoral do Paraná e condenado a 16 anos de prisão
O condenado orientava membros da facção criminosa, fiscalizava suas ações e cobrava o cumprimento das regras da organização

Um homem apontado como responsável por comandar integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) no Litoral do Paraná foi condenado a 16 anos, 9 meses e 18 dias de prisão, em Paranaguá. A condenação ocorreu após denúncia do Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Segundo o MPPR, o condenado orientava membros da facção criminosa, fiscalizava suas ações e cobrava o cumprimento das regras da organização. A sentença, publicada na quarta-feira (7) pela 2ª Vara Criminal de Paranaguá, foi divulgada pelo Ministério Público nesta sexta-feira (9). O caso é a primeira condenação no município relacionada à Operação Panóptico, que investiga a atuação do grupo criminoso.
De acordo com a denúncia, o homem ocupava duas funções na estrutura do PCC: “Geral do Estado” e “Geral do Litoral”, cargos relacionados à liderança e à organização dos integrantes.
Celular apreendido revelou estrutura da facção
Um celular apreendido no endereço do condenado forneceu elementos importantes para a investigação. No aparelho, os investigadores encontraram o estatuto do PCC, uma cartilha com regras disciplinares e conversas em grupos de WhatsApp utilizados para compartilhar ordens e decisões.
As mensagens também abordavam a arrecadação de dinheiro, a atualização de cadastros e o monitoramento dos integrantes. Entre os arquivos, foram identificadas listas com nomes, apelidos, histórico de prisão e funções desempenhadas por cada membro.
A investigação também encontrou conversas sobre ajuda financeira, apoio a detentos e troca de informações entre integrantes presos e em liberdade. Conforme o levantamento, a Ilha dos Valadares, em Paranaguá, era apontada como um local importante para reunir lideranças e organizar as atividades da facção.
Operação Panóptico
Deflagrada em 15 de junho de 2026, a Operação Panóptico mobilizou ações no Paraná, em São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul. Ao todo, foram cumpridas 559 ordens judiciais, sendo 304 mandados de prisão e 255 de busca e apreensão.
Em todo o Paraná, o Ministério Público denunciou 333 pessoas. Em Paranaguá, 23 pessoas respondem às acusações em 21 processos.
Segundo o MPPR, todas as denúncias foram recebidas pela Justiça. Os processos envolvendo os demais réus continuam em andamento.
RESUMO
Líder do PCC é condenado a 16 anos e 9 meses de prisão em Paranaguá.
Celular apreendido revelou a estrutura da facção, com regras, ordens e funções dos integrantes.
Operação Panóptico denunciou 333 pessoas no Paraná, e os demais processos seguem em andamento.



