Três réus vão a júri popular por morte de vigilante em Maringá
Igor Santos Artigas foi morto a tiros durante uma perseguição em 2019; dois irmãos são apontados como autores dos disparos.

Mais de sete anos após o assassinato de Igor Santos Artigas, três acusados sentam no banco dos réus nesta terça-feira, em Maringá, no Noroeste do Paraná. O vigilante, de 39 anos, morreu a tiros em fevereiro de 2019, durante uma perseguição de carro. Três homens respondem pelo crime no Tribunal do Júri. O julgamento começa às 8h30.
Segundo a denúncia do Ministério Público do Paraná (MPPR), dois acusados são irmãos e teriam efetuado os disparos contra Igor. Já um terceiro investigado teria dirigido o veículo usado na ação.
Na sequência, os ocupantes efetuaram vários disparos. Os disparos atingiram Igor, que caiu da moto e morreu no local.
Para o MPPR, os acusados planejaram o homicídio. A denúncia aponta uma antiga desavença entre Igor e os dois irmãos acusados como possível motivação. Além disso, a acusação sustenta que os autores agiram de maneira que dificultou a defesa da vítima.
A investigação também chegou ao Honda Fit preto usado na perseguição. Segundo a denúncia, criminosos roubaram o veículo na noite anterior ao assassinato, nas proximidades de um shopping da cidade.
No dia seguinte, a acusação aponta que o carro serviu para perseguir Igor. Depois do homicídio, os envolvidos abandonaram e incendiaram o veículo no Parque Itaipu. As informações são do GMC Online, parceiro da Banda B.
Além disso, policiais encontraram parafusos e uma chave na residência dos dois irmãos acusados. Posteriormente, a investigação relacionou os objetos às placas do Honda Fit utilizado no crime.
Vigilante teria repassado informações sobre crimes, segundo investigação
A atividade profissional de Igor também entrou na apuração sobre a possível motivação do assassinato.
Segundo informações divulgadas pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) na época, o vigilante teria repassado às autoridades informações relacionadas a crimes e ao tráfico de drogas na região.
Por outro lado, a denúncia do MPPR destaca a antiga desavença entre Igor e os dois irmãos investigados. Para a acusação, esse conflito teria contribuído para o planejamento do homicídio.
Tribunal do Júri vai decidir se os três réus são culpados
Agora, o Conselho de Sentença vai analisar as provas e os argumentos apresentados durante o julgamento. Os jurados vão julgar a responsabilidade dos dois irmãos e do terceiro acusado pelo crime.
As defesas também poderão apresentar as versões dos réus e contestar as acusações feitas pelo MPPR.
Resumo
Três réus vão a júri popular nesta terça-feira (6), em Maringá, mais de sete anos após o assassinato do vigilante Igor Santos Artigas, de 39 anos, morto a tiros durante uma perseguição em fevereiro de 2019.
Segundo o MPPR, dois irmãos teriam efetuado os disparos, enquanto um terceiro acusado teria dirigido o carro usado na ação. A denúncia aponta uma antiga desavença como possível motivação.
O Tribunal do Júri vai analisar as provas e ouvir as versões das defesas para decidir se os três acusados são responsáveis pelo homicídio.
Com informações do Portal Banda B, parceiro do Portal aRede.



