Primavera deve ter umidade excessiva e dar protagonismo a alergias sazonais | aRede
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Primavera deve ter umidade excessiva e dar protagonismo a alergias sazonais

Dentre as alergias mais comuns, aquela ao mofo pode roubar a cena da alergia ao pólen, se a previsão de tempo úmido se confirmar

Secretaria de Saúde do Paraná indica prevenção para minimizar os efeitos na saúde respiratória e evitar crises
Secretaria de Saúde do Paraná indica prevenção para minimizar os efeitos na saúde respiratória e evitar crises -

Publicado por Julia Sansana

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A primavera começou na semana passada e, segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), a estação será marcada por chuvas acima da média, até dezembro, com episódios intensos e mais frequentes. Tal cenário - ligado ao El Niño, fenômeno que deve atingir seu pico de intensidade entre a primavera e o verão - é propício para a umidade, que traz consigo o mofo ou bolor: diferentes estágios de colônias de fungos microscópicos que se desenvolvem rapidamente em ambientes úmidos, quentes e com pouca ventilação.

O grande problema é que ambos podem provocar reações do sistema imunológico das pessoas aos esporos de fungos liberados no ar. O ato de inalar agentes alérgenos pode desencadear a inflamação das vias respiratórias, causando reações. Então uma boa dica é perceber se os sintomas pioram em determinado local e melhoram ao sair do ambiente, isso pode indicar o quanto agentes como fungos e ácaros estão provocando sintomas.

Lembrando que nem toda reação ao ambiente significa rinite alérgica. Por isso, a recomendação da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) é procurar deixar ambientes mais seguros na luta contra os ácaros e fungos. Entre as principais dicas estão:

- Eliminar situações que favoreçam a umidade em casa, tais como infiltrações, vazamentos, falta de ventilação, e manter uma rotina de higienização para reduzir o acúmulo de poeira;

- Consertar vazamentos hidráulicos e remover o mofo das superfícies visíveis, o que evita a proliferação de fungos;

- Ficar atento e higienizar locais escondidos que podem ser propícios para o crescimento de fungos como: atrás de móveis, dentro de armários, forros, paredes, e até mesmo nos aparelhos de ar-condicionado;

- Se possível, retirar tapetes e carpetes, especialmente do quarto, lavar cortinas com frequência, e utilizar capas antialérgicas impermeáveis para colchões, almofadas e travesseiros. Essas capas evitam a penetração da umidade e, consequentemente, o desenvolvimento de ácaros e fungos. Mas lembre-se de, a cada três semanas, lavá-las;

- Roupas guardadas por muito tempo precisam ser lavadas e expostas ao sol antes do uso, e procurar manter os ambientes arejados.

Essas medidas costumam dar mais conforto às pessoas que sofrem com alergias nesta época. E quem convive com isso já conhece os sintomas mais frequentes: obstrução nasal, coceiras, sucessão de espirros, tosse seca, coriza, olhos lacrimejantes e até mesmo crises respiratórias. Principalmente crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas (como asma, rinite e sinusite) tendem a sofrer mais estes efeitos e, para essas pessoas, o cuidado deve ser redobrado. Crises muito fortes podem provocar, eventualmente, quadros graves.

ALERGIAS SAZONAIS

Além do aumento gradual no volume de chuva, a época é de floração, uma das principais características da primavera. Então se mantém o alerta para o desencadeamento de alergias ocasionadas pelo pólen. Também a típica alternância entre calor e frentes frias sobrecarrega o sistema respiratório e pode desencadear reações alérgicas, irritando as vias respiratórias e agravando doenças como asma e rinite.

Tendo em vista o cenário climático esperado para a primavera de 2026, a Sesa lembra que este é um período do ano que traz alguns desafios para pessoas que têm alergias, especialmente quanto à intensificação dos problemas respiratórios. É tempo de medidas preventivas para não desencadear crises, e de atenção porque doenças como rinite, rinossinusite, conjuntivite, bronquite, dermatite, angioedema, urticária e gastrite, entre outras, podem ser induzidas por alergias. Dentre as reações inflamatórias mais comuns estão rinite alérgica, asma e conjuntivite alérgica.

TRATAMENTO NA REDE PÚBLICA

Como situações alérgicas tendem a se intensificar na estação, a Sesa reforça que no Sistema Público de Saúde (SUS) o tratamento é iniciado na Atenção Primária, nas Unidades Básicas de Saúde dos municípios. Após esse primeiro atendimento, se necessário, o usuário será encaminhado para a Atenção Especializada, com um especialista como, por exemplo, alergologista, pneumologista ou dermatologista.

Estimativa da Organização Mundial de Alergia (WAO) é de que 30% da população mundial possua algum tipo de alergia. E a Organização Mundial da Saúde (OMS) prevê que, até 2050, metade da população global poderá ter alergias devido às mudanças climáticas, que permitem maior penetração de alérgicos no organismo das pessoas. Já no Brasil a estimativa é de que a rinite alérgica atinge cerca de 30% da população brasileira, conforme dados da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).

Com informações da Assessoria de Imprensa. 

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