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CNJ faz operação em gabinete de desembargador ligado a Nunes Marques

Newton Ramos passou a ser investigado após ter o nome citado em mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro

As buscas no gabinete do magistrado foram autorizadas pelo corregedor nacional de Justiça, Benedito Gonçalves, e executadas pela Polícia Federal
As buscas no gabinete do magistrado foram autorizadas pelo corregedor nacional de Justiça, Benedito Gonçalves, e executadas pela Polícia Federal -

Publicado por Eduarda Gomes

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O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) executou, na quarta-feira (24), uma operação de busca no gabinete do desembargador Newton Ramos, integrante do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), sediado em Brasília. O magistrado tornou-se alvo de apuração do órgão correcional após seu nome constar em diálogos recuperados no aparelho celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

As diligências no gabinete do TRF1 foram ordenadas pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Benedito Gonçalves, e cumpridas por agentes da Polícia Federal (PF).

A ação policial no tribunal ocorreu um dia depois de o CNJ mandar cancelar precatórios ligados a usinas do setor sucroalcooleiro que haviam negociado seus créditos com o Banco Master. No total, os títulos envolvidos somam R$ 4,7 bilhões. Conforme publicado pela Agência Brasil, a deliberação de cancelamento partiu de uma ação movida pela Advocacia-Geral da União (AGU), que buscou anular decisões do próprio TRF1 que haviam ordenado o depósito dos valores referentes a 16 precatórios em conta judicial, mesmo sem o trânsito em julgado das ações nas quais a dívida da União era cobrada.

A controvérsia sobre os precatórios bilionários do Banco Master veio a público a partir de reportagem veiculada pelo Portal Metrópoles. A matéria revelou um contrato firmado no valor de R$ 427 milhões entre a instituição financeira e o escritório de advocacia da advogada Camilla Ramos, esposa do desembargador Newton Ramos. Os honorários seriam pagos em caso de vitória judicial nos processos do setor sucroalcooleiro.

A análise do conteúdo no celular de Daniel Vorcaro pela PF indicou também que assessores do ex-banqueiro mencionavam a advogada e o desembargador como integrantes da chamada "Turma do KN", uma alusão direta ao ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).

DEFESAS

Após a repercussão do caso, os citados apresentaram seus posicionamentos. Em nota oficial, o desembargador Newton Ramos declarou que permanece no exercício regular de seu cargo e afirmou considerar "natural e regular" o procedimento de correição instaurado pelo CNJ.

Já o escritório de advocacia Queiroga, Vieira, Queiroz e Ramos, do qual Camilla Ramos é sócia, informou que possui contrato formal celebrado com o Banco Master para atuação nos processos que envolvem os precatórios, mas ressaltou que não recebeu qualquer valor referente a título de pró-labore ou de taxa de êxito.

Por sua vez, o ministro Nunes Marques declarou que jamais manteve troca de mensagens com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e enfatizou que não autorizou nenhuma pessoa a se manifestar ou falar em seu nome.

LEIA ABAIXO UM RESUMO DA NOTÍCIA

- Operação do CNJ e PF no TRF1: O gabinete do desembargador Newton Ramos foi alvo de buscas em Brasília após o magistrado ser citado em mensagens do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

- Precatórios Bilionários do Banco Master: O caso envolve a anulação pelo CNJ de R$ 4,7 bilhões em precatórios e a descoberta de um contrato de R$ 427 milhões entre o banco e o escritório da esposa do desembargador.

- Citação a Ministro do STF e Resposta dos Envolvidos: Diálogos mencionavam uma suposta ligação dos investigados com a "Turma do KN" (Nunes Marques), mas o ministro do STF negou contatos, o escritório negou ter recebido honorários de êxito e Ramos classificou a ação do CNJ como regular.

CONTEÚDO DE MARCA

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