Tsunami raro atinge cidade histórica de SC pela segunda vez em 2026 | aRede
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Tsunami raro atinge cidade histórica de SC pela segunda vez em 2026

Avanço da maré na Praia do Cardoso, em Laguna, no Sul de SC, na manhã desta segunda-feira (21), foi classificado como um tsunami meteorológico

O fenômeno não deixou ninguém ferido e não causou nenhum estrago significativo
O fenômeno não deixou ninguém ferido e não causou nenhum estrago significativo -

Publicado por Julia Sansana

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A maré da Praia do Cardoso, em Laguna, no Sul de Santa Catarina, avançou de uma forma inesperada na manhã desta segunda-feira (21), chegando a atingir restaurantes localizados na orla da praia. De acordo com informações do ND Mais, o meteorologista Leandro Puchalski classificou o evento como um tsunami meteorológico.

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| Autor: Reprodução

No entanto, a Defesa Civil de Laguna afirmou que ainda não há a confirmação de que a alta na maré foi causada por um tsunami meteorológico. O caso será avaliado pelo órgão ainda nesta segunda. O fenômeno não deixou ninguém ferido e não causou nenhum estrago significativo.

Segundo Puchalski, o fenômeno ocorre porque uma linha de instabilidade na atmosfera gera fortes ventos, causando a queda da pressão do ar e fazendo com que a atmosfera e o oceano entrem em ressonância.

Este é o segundo registro do fenômeno, considerado raro, na Praia do Cardoso em 2026. Em janeiro deste ano, o local presenciou a alta na maré, provocada também por um tsunami meteorológico.

Diferente do tsunami sísmico, causado por abalos nas placas tectônicas, o fenômeno ocorre devido a variações bruscas de pressão atmosférica relacionadas a instabilidades meteorológicas – quando o ar se movimenta verticalmente – após dias de calor intenso.

O oceanógrafo da Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina), Carlos Eduardo Araújo, comparou o fenômeno climático com a ação de arremessar uma pedra em um lago. De acordo com ele, o vento atua como uma pedra ao atingir o mar, causando uma vibração que gera ondas e que se espalham para as costas.

“É uma onda aproximadamente 45 vezes maior. Em consequência, o comprimento dessa onda também é 45 vezes maior. O volume da água que ela traz é muito grande. Embora esses tsunamis aqui na região não tenham uma altura muito grande, eles se comportam como uma inundação costeira”, explicou.

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