597 mil cadastros: Paraná é o 3º estado com mais doadores de medula óssea no país
Número corresponde a 10% do total de doadores do Brasil e a 50% da região Sul

Um levantamento do Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), que gerencia a base unificada nacional, revela que o Paraná é um dos líderes nacionais, com 597.621 doadores cadastrados, o que corresponde a 10% do total do País (5,9 milhões) e a 50% dos doadores da região Sul (1,2 milhões).
Os dados são destacados no Dia Mundial do Doador de Medula Óssea, comemorado anualmente sempre no terceiro sábado de setembro, que neste ano será em 19 de setembro. Instituída pela Associação Mundial de Doadores de Medula Óssea (World Marrow Donor Association - WMDA), a data tem o intuito de conscientizar as pessoas sobre a importância da doação, homenagear os doadores e incentivar novos cadastros.
Só neste ano, o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar), rede que integra a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), registrou 3.158 novos doadores, somando os cadastros feitos em 21 das 25 unidades de coleta distribuídas em todas as regiões. A Sesa ressalta esses números e a importância da doação para salvar vidas. Contudo, segue incentivando o aumento de pessoas dispostas a doar. O transplante é a única esperança de cura para diversas doenças do sangue, como as leucemias.
O cadastro para integrar o Redome no Paraná é feito pelo Hemepar e o fato de o Estado contar com unidades em todas as regiões facilita o acesso para os novos registros de doadores.
Entenda
Quando se trata do transplante de medula, a principal associação é o câncer, a leucemia. Porém, o tratamento também é utilizado para outras doenças como anemia, algumas autoimunes e até alguns tipos de doenças genéticas raras.
Como nem sempre o doador compatível é encontrado na família do paciente, para as chamadas doações de aparentados, o Redome é o banco de dados nacional que coordena as informações sobre os doadores cadastrados. A busca por compatibilidade não se limita ao estado de residência do paciente, diminuindo distâncias entre quem pode receber e quem pode doar.
Como funciona?
O Redome entra em ação quando um paciente precisa de um transplante de medula óssea e não há um doador aparentado compatível (um irmão ou outro parente próximo). Pela base de registros de doadores voluntários em seu banco é feito o cruzamento de informações genéticas entre doadores e pacientes para encontrar um potencial doador. Se houver compatibilidade com um paciente, o doador é chamado para etapas complementares.
Para que esse cruzamento aconteça, as informações do paciente também devem ser incluídas no banco, e isso é feito pelo médico responsável pelo tratamento, em um sistema online que permite a inclusão de pacientes com diagnóstico de doenças previstas no Regulamento do Ministério da Saúde. Doadores já cadastrados podem ser chamados para doar até completarem 60 anos.
Números
Ao longo de 2025 foram realizados 294 transplantes de medula no Paraná, somando os três tipos de doações – aparentados, autólogos (que doa para si mesmo) e não aparentados. Em 2026, de janeiro a agosto, houve 267 transplantes de medula no Estado.
“Em muitos casos, a doação de medula pode ser a única chance de sobreviver. É uma rede de solidariedade mesmo. Justamente por isso, cada novo cadastro e potencial doador pode realmente fazer a diferença para outra pessoa, e de qualquer lugar do Brasil, e até mesmo de fora”, reforça a coordenadora do Sistema Estadual de Transplantes, Juliana Ribeiro Giugni.
Cadastros
No Paraná, para se cadastrar como doador voluntário de medula junto ao Redome basta procurar uma unidade do Hemepar, ter entre 18 e 35 anos, não ter doenças impeditivas (como HIV, hepatites B e C ou doenças autoimunes) e apresentar documento oficial com foto. São colhidos apenas 5 ml de sangue para o teste de compatibilidade genética.
Outro ponto importante destacado no Dia Mundial do Doador de Medula Óssea é a atualização constante dos dados cadastrais. “Quem já está registrado deve manter suas informações atualizada para garantir que seja encontrado, e isso é possível pelo site do Redome, ou então pelo aplicativo exclusivo deles que também permite acessar sua carteirinha e declaração de doador sempre à mão”, destacou a Vivian Raksa, diretora do Hemepar.
Você sabia?
Diferente da doação de outros órgãos, cuja legislação brasileira e normas éticas impedem a divulgação das identidades de doador e receptor, nos casos de transplante de medula existe a possibilidade de interação, desde que seja consenso entre as partes. Todo o processo é intermediado pela equipe do Redome e existem prazos a serem cumpridos. No primeiro momento, o doador pode receber informações sobre a saúde do receptor seis meses após o transplante. Depois de 18 meses, se todos concordarem, pode ocorrer o encontro.
Com informações da Agência Estadual de Notícias (AEN).
Leia o resumo da notícia
Destaque do Paraná no Redome: O Paraná lidera nacionalmente no cadastro de medula com 597.621 doadores — 10% do total do país e metade do Sul —, tendo realizado 267 transplantes de janeiro a agosto de 2026.
Requisitos e Processo de Cadastro: Para ser doador pelo Hemepar, é preciso ter entre 18 e 35 anos, não ter doenças impeditivas e coletar apenas 5 ml de sangue; doadores cadastrados devem manter seus dados atualizados até os 60 anos.
Possibilidade de Contato Futuro: Diferente de outros órgãos, a legislação permite o contato direto entre doador e receptor não aparentados se houver consenso entre as partes, podendo ocorrer um encontro após 18 meses do transplante.



