Eduardo acusa PF de “abuso de poder” contra produtora de Dark Horse
Ex-deputado afirma que Karina da Gama estaria sendo pressionada a fazer delação e critica investigação da Polícia Federal

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) acusou a Polícia Federal de cometer “abuso de poder” contra Karina da Gama, produtora do filme Dark Horse, alvo de uma operação nesta quinta-feira (10/9).
Em publicação no X, Eduardo afirmou que Karina estaria sendo pressionada a fechar um acordo de delação premiada. Segundo ele, a produtora teria resistido à possibilidade por considerar que não teria informações a revelar, já que não teria cometido irregularidades.
“Fishing expedition é coisa do passado, negócio hoje é EXTORSÃO via ABUSO DE PODER da QUADRILHA mesmo”, escreveu.
O ex-deputado também citou Mauro Cid e Filipe Martins, investigados no caso que envolve a tentativa de golpe de Estado. Eduardo afirmou que Cid teria cedido às pressões e que Martins estaria resistindo.
“Filipe Martins resiste bravamente, mas outros já cederam, como Cid”, afirmou.
Na mesma publicação, Eduardo direcionou críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-deputado afirmou que a investigação seria uma tentativa de criar uma “cortina de fumaça” para esconder supostas irregularidades relacionadas ao ministro e à família dele.
Entre as acusações, Eduardo mencionou contratos que teriam sido firmados com a esposa de Moraes e os cartões de crédito com limite de R$300 mil que os filhos do ministro teriam recebido do banqueiro Daniel Vorcaro.
“A verdade é que este sistema podre está desesperado por uma cortina de fumaça para esconder os contratos milionários da esposa de Moraes, o cartão de crédito de R$ 300.000 para cada filho”, afirmou.
Eduardo também fez referência a um suposto jatinho avaliado em R$ 50 milhões que teria sido destinado à mulher de Moraes.
“O jatinho de R$ 50 milhões de Vorcaro para a mulher de Moraes… aqui está o desespero deles, que conta com total apoio de Lula”, escreveu.
Produtora é pressionada a fazer delação
Alvo de operação da Polícia Federal nesta quinta, Karina da Gama estaria sendo pressionada a fechar acordo de delação premiada.
Ela é produtora de Dark Horse e proprietária do Instituto Conhecer Brasil (ICB) e da Academia Nacional de Cultura (ANC), instituições que também foram alvo da PF.
Segundo informações divulgadas pelo Metrópoles na coluna de Igor Gadelha, pessoas próximas à produtora teriam sugerido que ela avaliasse a possibilidade de firmar um acordo de delação premiada.
Karina, porém, teria rejeitado a possibilidade. A interlocutores, segundo relatos, ela afirma que não teria informações a fornecer às autoridades porque não teria cometido irregularidades.
Com informações: Metrópoles



