Sobrevivente revela decisão que pode ter mudado destino em tragédia na BR-373 no PR
Ela ainda contou que ouviu os gritos de pedidos de socorro de uma criança

Uma sobrevivente da tragédia na BR-373, em Ipiranga, que deixou 23 mortos, contou que ia sentar em um banco na parte da frente do micro-ônibus, porém, decidiu seguir até os últimos assentos, no fundo do veículo. Além dela, mais quatro pessoas sobreviveram ao acidente.
Depois do acidente, a escolha ganhou um significado que Edenilda Pereira de Medeiros jamais imaginaria. Em entrevista, a sobrevivente revelou que talvez, se tivesse sentado nos primeiros bancos, não teria sobrevivido. As informações são do Portal Banda B, parceiro do Portal aRede.
“Olha, a princípio era pra eu ter sentado na frente. Eu fui olhando todos os lugares da frente pra sentar. Decidi sentar nos últimos bancos. Acho que se eu tivesse sentado naqueles bancos da frente, eu não seria uma sobrevivente hoje” relatou Edenilda.
Sobrevivente da tragédia na BR-373 contou que não viu a colisão
Edenilda contou que não viu o momento da colisão. Antes de embarcar, saiu de casa, colocou um fone de ouvido e ouviu uma música. No meio do caminho, acabou dormindo.
“Só sei dizer que foi um verdadeiro milagre porque quando aconteceu o acidente, eu não vi nada. Só vi depois que já tinha acontecido, já estavam chegando os primeiros socorros, ambulância. Eu apaguei. Sai de casa, coloquei um fone de ouvido, escutei uma música e apaguei na metade do caminho. Quando eu acordei, já tinha acontecido o acidente, já tinha passado tudo” disse.
Mulher acordou em meio aos mortos e feridos
Ela revelou que ao acordar, percebeu que estava no meio dos mortos e feridos. Edenilda ainda lembrou que ouviu o pedido de socorro de um menino.
“Acordei ainda estava no meio dos feridos. Foi um choque, né? Ver as pessoas machucadas, criança pedindo ajuda, um piazinho pediu ajuda, pedindo socorro” lembrou.
Com o impacto da colisão, Edenilda sofreu alguns ferimentos e agora sente o corpo dolorido. “Eu tive um corte na cabeça, laceração na perna, levei ponto, cortes na barriga. Por conta da bordoada, estou muito dolorida”, afirmou.
“Nova oportunidade”, diz sobrevivente sobre destino na tragédia na BR-373
Para ela, “foi um verdadeiro milagre ter sobrevivido a tamanho acidente, tudo o que aconteceu”. A experiência deixou marcas físicas e emocionais, mas também reforçou nela a sensação de ter recebido uma segunda oportunidade.
“Dentre todas as pessoas que estavam lá naquele ônibus, essas que sobreviveram, eu nasci de novo. A gente viveu de volta, teve uma nova oportunidade para consertar o que deve ser feito, corrigir algum erro, se desculpar, cuidar de quem a gente ama. A vida é um sopro” finalizou a sobrevivente.





















