Mergulhadores acessam Poço Preto em buscas por fotógrafa desaparecida
Água turva, escura e turbulenta dificultou a visibilidade durante a operação no principal ponto de interesse das buscas em Sapopema

As buscas por Ana Paula Silveira Cardoso, de 29 anos, chegam à quinta noite nesta quarta-feira (29) sem que a fotógrafa tenha sido localizada. No quarto dia de operação, as equipes ampliaram a área percorrida pelo Rio Tibagi e, mesmo com desafios, conseguiram avançar em um dos principais pontos de interesse da operação.
O Poço Preto, localizado abaixo de uma das quedas-d’água do Salto das Orquídeas, é considerado um ponto crítico da operação por ter um rebojo, onde a água faz um movimento intenso e circular. O Grupo de Operações de Socorro Tático (GOST) chegou a Sapopema nesta quarta-feira (29) para auxiliar nos trabalhos com equipamentos próprios e conseguiram realizar o mergulho no local. As informações são do Portal Banda B, parceiro do Portal aRede.
Baixa visibilidade impede avanço das buscas no Poço Preto
Apesar do acesso, Ana Paula não foi localizada. Segundo as equipes, a visibilidade dentro do Poço Preto é muito baixa, mesmo com o uso de equipamentos especializados. A água é turva, escura e turbulenta, o que dificultou a visualização durante a operação.
Os mergulhadores também acessaram algumas valetas existentes dentro do Poço Preto, mas não conseguiram encontrar nenhum vestígio da fotógrafa. As condições do local continuam sendo um dos principais desafios para o avanço das buscas.
Uma nova operação de mergulho nesta quinta-feira (30) dependerá das condições de segurança no local. O volume e a força da água, além da chuva registrada na região, são fatores que preocupam as equipes e podem dificultar os trabalhos.
Equipes avançaram por 8 quilômetros do Rio Tibagi em busca da fotógrafa desaparecida
Além do mergulho, as equipes ampliaram a procura por outros pontos do rio e pelas áreas de mata próximas ao Salto das Orquídeas. Cerca de 71 pessoas participaram da operação nesta quarta-feira, entre bombeiros militares, Defesa Civil, Guarda Municipal de Londrina, alunos-soldados do Corpo de Bombeiros de Ponta Grossa, voluntários e familiares.
Também nesta quarta, as buscas pela água avançaram por aproximadamente 8 quilômetros com o uso de caiaques, seguindo o curso do Rio Tibagi a partir da queda-d’água. As equipes também realizaram buscas terrestres e varreduras em pontos acessíveis ao longo do rio.
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR), aproximadamente 90 mil metros quadrados já foram contabilizados como área de busca, considerando o trabalho realizado em solo e o uso de recursos tecnológicos, como drones. Apesar disso, Ana Paula segue desaparecida.





















