EUA confirmam tarifa sobre trabalho forçado; Brasil terá alíquota de 12,5% | aRede
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EUA confirmam tarifa sobre trabalho forçado; Brasil terá alíquota de 12,5%

Ao todo, 60 países que teriam se beneficiado comercialmente de produtos ligados ao trabalho forçado foram taxados

Donald Trump - Presidente dos Estados Unidos da América
Donald Trump - Presidente dos Estados Unidos da América -

Publicado Por João Iansen

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O USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) confirmou nesta quinta-feira (23) a aplicação de uma nova tarifa contra 60 países que teriam se beneficiado comercialmente de produtos ligados ao trabalho forçado.

As alíquotas são de 10% para países que, segundo o USTR, "se comprometeram a adotar e a aplicar efetivamente proibições à importação de trabalho forçado"; e de 12,5% para países que não teriam adotado tal proibição.

O Brasil acabou atingido pela alíquota mais elevada, como adiantado pelo analista de Internacional da CNN Brasil, Lourival Sant'Anna. As informações são da CNN Brasil.

Alguns produtos foram isentos desse novo episódio de tarifaço. São eles:

- Materiais informativos, doações e bagagem acompanhada;

- Todos os artigos e partes de artigos sujeitos às tarifas da seção 232;

- Matérias-primas que, se sujeitas às tarifas adicionais propostas, poderiam levar à indisponibilidade do fornecimento interno nos EUA;

- Produtos que poderiam causar perturbações em toda a economia se sujeitos às tarifas adicionais propostas;

- Certos produtos que não podem ser cultivados ou produzidos em quantidades suficientes nos Estados Unidos ou obtidos de outras fontes;

- Produtos que, se isentos dessas tarifas, incentivariam as economias a promulgar e aplicar efetivamente uma proibição de importação de trabalho forçado;

- Artigos para os quais as tarifas adicionais podem não contribuir substancialmente para a eliminação dos atos, políticas e práticas considerados passíveis de ação nas investigações.

RESUMO

Nova tarifa americana: O USTR confirmou sanções comerciais contra 60 países associados ao uso de trabalho forçado na cadeia de produção.

Brasil na alíquota maior: O Brasil foi taxado em 12,5% por não adotar proibições à importação ligada ao trabalho forçado, enquanto países que se comprometeram com restrições pagam 10%.

Exceções aplicadas: Determinados itens foram isentos das tarifas, como matérias-primas essenciais aos EUA, produtos agrícolas não cultivados no país e artigos sujeitos a outras regras específicas.

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